Boletim N°94 - São Paulo, 01 de Setembro de 2010.Redação Chuteira News
X CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO A
Bengalas 2 x 4 Real Paulista
REAL PAULISTA SURPREENDE E DERRUBA OS ATUAIS CAMPEÕES DA OURO
Em busca do tetracampeonato da competição, Bengalas patina com a falta de ritmo e perde na estreia
Por Douglas Almasi Santos
O Bengalas começou a sua luta pelo tetra com um tropeço. Ainda sem ritmo de jogo, e com a falta de entrosamento entre os jogadores recém chegados, os atuais tricampeões sucumbiram diante do adversário reforçado. A equipe manteve um bom nível de jogo na etapa inicial, indo para o intervalo com vantagem. Mas no segundo tempo, o Real Paulista, liderado por Panela, virou o jogo e garantiu a primeira grande surpresa do certame. “Ficamos muito tempo parados, daí o porquê de acabarmos perdendo”, justificou Vini Costa para o resultado inesperado.
A tarde quente, sob um forte sol que pairava na quadra 4, não intimidou os jogadores. Os times, mesmo com a baixa presença de público, trataram de ir ao ataque em busca da abertura do marcador. Logo de cara, após uma bola ajeitada, Panela encheu o pé, obrigando o estreante Caieiras a fazer excelente defesa. Salvador, arriscando de fora da área, quase fez para o Real contra seu ex-time. A resposta do Bengalas veio com Vini, que de cabeça, quase mexeu no placar.
O equilíbrio predominava. A marcação era forte nas ações de meio de campo. E a garra das equipes era evidente; perder em um jogo de estreia não fazia parte dos planos de nenhum deles. Mesmo assim, o Bengalas começou a mostrar mais poder de fogo no ataque. Luisinho Fernando obrigou o goleiro Alemão a espalmar um chute que era certeza de gol. Em seguida, o Bengalas abriu o placar com Vini, que dominou na área e chutou para fazer 1 a 0.
Naquele instante houve muita catimba por parte dos jogadores dos dois lados. E quem começava a sofrer eram os árbitros. A cada decisão tomada pelos juízes, mais irritado ficava Panela. Mas foi o mesmo camisa 8 que iniciou a jogada de empate do Real: ele recebeu passe, rolou para Rudy chutar. A bola desviou na zaga e enganou Caieiras.
O Bengalas, um pouco melhor naquele instante, não se abateu com o gol sofrido. No lance seguinte ao empate, uma cobrança de falta para o Bengalas. Bola rolada para o lado, Luisinho veio com tudo e encheu o pé para colocar os atuais campeões da Ouro novamente à frente. Ainda no final da etapa inicial, Luiz Eric foi travado na hora certa de chutar, depois de passar por dois jogadores. Rudy teve uma oportunidade para empatar, mas não concluiu da forma como queria, deixando a partida no intervalo com 2 a 1 para o Bengalas.
“Hoje tivemos mais vontade de ganhar”, justificou Panela para explicar a ascensão do Real Paulistas na etapa derradeira do jogo. De fato, o Bengalas caiu de produção no segundo tempo e viu ruir as suas esperanças de iniciar a luta pelo tetra com vitória. Ainda assim, Luiz Eric fez com que Alemão trabalhasse após cobrança de falta. Quase saiu o terceiro gol com Vini, que acertou a trave. Mas quem não faz toma. E o Real Paulista, comandado por seu maestro em quadra, Panela, reagiu.
Marquinhos cobrou rasteira uma falta, a bola passou por toda a extensão da área e encontrou os pés de Xexé, na segunda trave, livre de marcação, para empurrar às redes e comemorar. Os tricampeões acusaram o golpe, tanto que, na jogada seguinte, depois de cobrança de escanteio, Nando, outro ex-Bengalas, guardou o seu, virando o marcador a favor do Real.
Com a alternância no placar, o jogo ganhou contornos emocionantes: um Bengalas desesperado pelo gol de igualdade enquanto o Real se defendia. Luisinho Fernando e Luiz Eric tiveram, cada um, oportunidades para empatar. Mas nada. Entretanto, um cochilo da marcação pôs fim ao sonho do Bengalas. A falta no meio da quadra foi cobrada rapidamente por Daniel Quintanilha, que, com excepcional visão de jogo, viu Caieiras adiantado e colocou por cobertura, marcando um golaço, decretando a vitória do Real Paulista por 4 a 2 em cima dos atuais campeões da Ouro.
Camisa 10 do Bengalas, o craque Vini não se conformava com a “arbitragem fraca” apresentada, dizendo que “os juízes deveriam ser mais coerentes em suas marcações”. Já Panela desabafou: “Semestre passado estivemos muito abaixo, não rendemos, mas viemos com uma proposta nova e já saímos vitoriosos logo de cara, o que é importante”.
X CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO B
SNG 4 x 4 Fora de Série
DESFALCADO SNG ARRANCA EMPATE CONTRA FORA DE SÉRIE
Sol atrapalhou espetáculo, mas times fizeram partida igual em que Rafael Rezende, do Fora, se destacou
Por Elvis Ferreira
O Fora iniciou o jogo atacando e mostrando mais disposição que o time do SNG. Rodrigo Cunha já mostrou habilidade e fez bonita jogada pelo meio, levou para a lateral e bateu cruzado por cima do gol. Porém, mesmo começando com mais vontade, quem abriu o placar foi o SNG, e justamente com seu artilheiro mor, Renê. Ele recebeu pela esquerda e completou para o fundo do gol.
O Fora de Série tentou responder rapidamente com Argentino, que deu bonito drible no marcador mas na hora do remate viu Ronei chegar para travar o arremate. Nada acuado, o Fora manteve o ritmo forte de jogo até meados do primeiro tempo, quando o jogo começou a ficar mais igual. Mas antes disso, após forte pressão, saiu o empate. Boa jogada de Zóio, que roubou a bola no meio e tocou para Cachaça bater de primeira e deixar tudo igual.
O jogo seguia bom, com boas chances criadas pelas duas equipes. Após tentativa de Felipe, o goleirão Casari rebateu para o meio da área e Garcia empurrou para o fundo do gol. O SNG levava a vantagem de 2 x 1 para o intervalo.
Entretanto, o descanso e a água gelada fizeram bem ao Fora, que logo que voltou para o jogo conseguiu o empate com Orley completando para o gol jogada de Rafael.
O Fora de Série conseguiu a virada com o mesmo Rafael, de cabeça, após cruzamento dentro da pequena área. A bola morreu lindamente na junção da trave com o travessão. Golaço. Fora 3 x 2. Pouco tempo depois o time azul celeste ampliou com outro belo gol de Rafael.
Muito superior em campo, o Fora de Série foi cedendo espaço. Aos poucos o SNG foi melhorando e conseguiu fazer o terceiro gol: após bate rebate na área, Felipe concluiu para o gol.
Quase no fim do jogo o time do Fora de Série parece ter cochilado. Levou o empate com o gol de Renê, que chutou com força e precisão da lateral. Belo gol. O time do Fora só não levou a virada porque Casari pegou um belo chute de Biro já no fim da partida. E ficou nisso: um empate heróico para um SNG desfalcado e quase sem banco diante de um potente e rejuvenescido Fora de Série.
IX CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO A
Roleta Russa 4 x 3 Bucets
MULEKES CRESCE NO SEGUNDO TEMPO E DERROTA ACIDUS
Após estarem perdendo por 3 a 0, equipe aproveita vacilo adversário e sai vitorioso; Leo Valente foi o destaque com 4 gols
Por Douglas Almasi Santos
Com novos jogadores, o temor do técnico do Acidus, Lucas, era que sua equipe não encontrasse o entrosamento suficiente para suprir algumas alterações em seu elenco. Já o Mulekes queria provar a sua força e capacidade como time, e tentar bater um dos gigantes da Ouro. Quem ganhou com esse duelo foi o torcedor, que, mesmo em pouco número, viu muita disposição dos atletas em quadra.
Os árbitros apitaram o início do jogo e o primeiro bom momento foi do Mulekes, com Xande, que em um chute despretensioso, acertou a trave, levando perigo à meta de Urso.
O Mulekes era melhor em quadra, tocando a bola muito bem, mas quem saiu na frente foi o Acidus: cobrança de lateral, a zaga afastou mal, Marcelo Resende pegou de primeira e, na trajetória, Paulinho desviou e correu para o abraço. O que se viu a partir deste instante foi um jogo de uma equipe só: o Acidus sobrava em quadra.
A dupla Marcelo e Paulinho infernizava a vida dos zagueiros do Mulekes. Em lances idênticos, um em seguida do outro, Paulinho ajeitou para os chutes fortes de Marcelo, que passaram rente ao travessão. Em outro lance de perigo, Marcelo recebeu bom passe na entrada da área, girou o corpo e chutou rasteiro, acertando o pé da trave direita da meta de Wilson. A pressão era enorme e não tardou a sair mais gols do Acidus.
Luiz Fernando foi lançado na esquerda, avançou com a bola e soltou a bomba no ângulo esquerdo, inapelável para o goleiro Wilson, marcando o segundo gol do Acidus. Logo em seguida, em uma cobrança de falta mal cobrada, a bola já estava saindo à linha de fundo, mas encontrou os pés de Pupo, sem marcação, para tocar mansamente ao gol. 3 x 0 no e parecia que o Acidus passearia na quadra 4. Mas a equipe se acomodou e viu uma reação espetacular do Mulekes ainda na etapa inicial.
Cobrança de escanteio na primeira trave, Leo Valente se antecipou e desviou, descontando para o Mulekes. Começava o show do camisa 6. Na sequência, em cobrança de tiro de 9 metros, em lance mal marcado pela arbitragem, que viu recuo num desarme de Gui, Pipo fez o segundo gol. Com o Acidus perdido em quadra naquele instante, Alê Mendonça aproveitou para fazer boa jogada e tocar para Leandro Caetano empatar. Isso tudo em 5 minutos de jogo, os 5 minutos finais do primeiro tempo.
Porém, se a primeira etapa foi boa ao Acidus (ao menos até os 20 minutos), a segunda etapa acabou sendo distinta. O equilíbrio, tônica do primeiro tempo, foi tomado por um Acidus apático e um Mulekes arrasador. “O treinador hoje fez mudanças que não deveria ter feito, por isso um segundo tempo tão fraco do Acidus”, palpitou Lói, xerife da zaga. As mudanças realizadas pelo técnico Lucas surtiram o efeito contrário ao que ele desejava. O Acidus conseguiu ainda, na volta do intervalo, fazer seu quarto gol, através do oportunista Paulinho.
Porém, sem Marcelo e Lói em quadra, o Acidus foi presa fácil para o Mulekes. Pipo matou a bola no peito e fuzilou a meta de Urso, empatando novamente. A partir daí, só deu Leo Valente: o camisa 6 desempatou após desviar, com oportunismo, uma cobrança de lateral; fez o sexto gol do Mulekes depois de pegar rebote mal afastado pela zaga do Acidus; e ainda fez o seu quarto gol no duelo, completando cruzamento do irmão Pipo, marcando 7 a 4.
Com o Acidus desanimado, não demorou para Fernando Caetano dar números finais no placar, depois de falha do goleiro improvisado Louiz. Festa do Mulekes, que iniciou sua caminhada na Série Ouro com uma portentosa vitória por 8 a 4. “Entramos desligados em quadra, mas acertamos a zaga e encaixamos os contra-ataques, por isso vencemos”, explicou Gian, camisa 10 do Mulekes.
Já Louiz estava conformado com a derrota. “(O Acidus) mostrou ter garra. Só precisa ter mais cabeça durante o jogo”, argumentou. Mas também atribui “às mudanças de jogadores” no transcorrer da partida como “negativamente decisivos” para o fracasso do time na estreia.
X CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO B
Treinadores do Braz 4 x 3 Joga 13
TREINADORES DERRUBA RÓTULO DE FAVORITO DO 13
Mesmo com goleiro improvisado e sem reservas, time venceu reformulação e derrotou as estrelas do 13
Por Elvis Ferreira
Os Treinadores começaram a partida mostrando muita vontade e disposição, tanto que abriram o placar logo no primeiro minuto de jogo com o camisa dez, Peruca, pela direita.
O Joga 13 não se intimidou com o gol tomado e partiu para o ataque. Lele quase empatou após uma bate rebate na área. A bola saiu por cima da meta. Entretanto, quem ampliou o placar foi Fabiano Reis, um dos novos nomes do time dos treinadores. Após Jocélio dividir a bola com o goleiro Diego, ele só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.
Quem pensava que o jogo começava a se decidir contra o Joga 13, viu Alemão ajeitar a bola para Rodrigo bater de primeira rasteiro à direita do goleiro improvisado Índio. Não saiu o gol, mas o time reagiu e, em uma boa jogada de Binho levou perigo de novo.
O jogo era definitivamente lá e cá. As equipes eram total ataque. Choco teve boa chance após bonito chute de fora da área. A bola passou à esquerda da trave.
As equipes tentavam usar ao máximo a tática do chute de longa distância. O Joga 13 teve outra boa chance de gol após uma cobrança de falta de Rodrigo da intermediária da quadra. O goleiro pegou bem.
Quase no fim do primeiro tempo, o Joga 13, após muito insistir, conseguiu descontar com o zagueiro Raphão, que recebeu a bola de Choco.
O Treinadores ainda no fim do primeiro tempo teve uma boa chance para aumentar o marcador em tabela feita por Jocélio e Kiwi dentro da área do Joga 13, mas Diego pegou bem.
No segundo tempo o time do Braz levou um susto logo de cara. Doce bateu de muito longe, mais precisamente da outra área da quadra, e o goleirão aceitou sem nenhum problema a bola por debaixo das pernas. Um frango homérico! Era o gol de empate do 13. Mas a tarde era do Treinadores, que voltou à frente no placar com Kiwi mandando um chute de fora da área no ângulo. 3 x 2 para o time de Peruca e Juba.
O terceiro gol baqueou o Joga 13, que novamente parecia ter perdido sua tática dentro de quadra. Os ataques estavam sem objetividade e o goleiro Índio quase não trabalhava.
Chegando aos minutos finais do jogo, Jocélio fez o quarto gol do TdB. Ainda teve tempo de Fefe diminuir para o Joga 13, mas nada além disso. O Treinadores mostra força e derrota o então favorito Joga 13, que não rendeu o esperado mesmo contando com todas suas estrelas.
X CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO A
Roleta Russa 5 x 4 Bucets
EM JOGO EMOCIONANTE E TUMULTUADO, ROLETA RUSSA DERROTA O BUCETS
Goleiro Guaraná pega dois tiros livre diretos e garante triunfo do Roleta; Fanelli e Birulei fizeram, cada um, quatro gols
Por Douglas Almasi Santos
Pelo terceiro ano consecutivo, o pessoal do Bucets teria pela frente, logo na estreia, a turma do Roleta. Este foi um jogo que pode ser encarado como o duelo entre Bruno Fanelli, do Roleta Russa, e Birulei, do Bucets. Os dois, ambos camisas 10, deram um espetáculo em quadra, marcando, cada um, quatro tentos. Quem venceu, de fato, foi o – razoável – público que compareceu para prestigiar o clássico inaugural.
O tempo estava agradável para o embate, que começou com um Roleta pressionando: bola tocada para Fanelli, que livre na entrada da área dominou e, com extrema categoria, deslocou o goleiro Mussolini, abrindo o placar. Em seguida, em um contra-ataque rápido, e com uma troca de passes envolventes, Fanelli concluiu, ampliando a vantagem. O Bucets respondeu com Birulei, que com um forte chute, descontou.
Não demorou muito e Fanelli fez o seu terceiro gol: mais uma boa trama do Roleta, a bola chegou ao camisa 10, que dominou e, de perna esquerda, chutou cruzado para anotar mais um e sair para comemorar. E só dava Fanelli: o artilheiro irrompeu pelo meio da quadra e, repetindo a jogada anterior, chutou cruzado de perna esquerda, sem chances para Mussolini. Festa do Roleta, afinal vantagem de 4 a 1.
Sem Xixi, Birulei era a figura encarregada das jogadas de ataque. Ele tentava de tudo para chegar ao gol adversário, mas sem o apoio dos homens de meio de campo, sua tarefa o deixava solitário. Apesar da vantagem confortável, o Roleta abusava das faltas, parando os jogadores do Bucets. O jogo, além de Fanelli e Birulei, começava a ganhar um outro personagem: o goleiro Guaraná.
Com a oitava falta coletiva sofrida, o Bucets obteve a chance de bater um tiro livre direto, conquistando boa oportunidade de descontar. Coube a Birulei a competência para realizar a cobrança. Porém, o camisa 10 chutou mal e facilitou a defesa de Guaraná. Final de primeiro tempo, e vantagem de três gols do Roleta.
Quem esperava uma segunda etapa morna se surpreendeu, pois foi emocionante a garra e a vontade demonstradas pelas equipes, em todos os sentidos. Foram vários ingredientes: gols, lances polêmicos, reclamações com a arbitragem, entre outros fatores. Começou com um ataque fulminante do Roleta, que tentou de cabeça com Daniel Buttino, para defesa de Mussolini. No rebote, um tirambaço de Salada acertou em cheio a trave.
Começava a aparecer aí Birulei. Sem se abater com o tiro livre direto desperdiçado no primeiro tempo, ele pediu para cobrar uma falta que levava grande perigo à meta de Guaraná. Com extrema categoria, o camisa 10 colocou no canto direito, marcando 4 x 2. Ele ainda acertaria, em nova cobrança de falta, a trave de Guaraná. Como o Roleta abusava das faltas, em mais uma cobrança perfeita, Birulei fez o seu terceiro gol, descontando para 4 a 3 o placar.
O jogo ficou tumultuado quando a mesa controladora das faltas se confundiu na anotação de algumas faltas dos atletas do Roleta, o que levou o goleiro Mussolini e Denys a se desesperarem. Denys visivelmente estava alterado com a situação. Com os nervos à flor de pele, a equipe se descuidou por um instante e acabou sofrendo o quinto gol, através de Gegê.
Jogo emocionante, que ainda reservava mais lances de perigo. Danilo Fuin desperdiçou, sozinho em baixo da trave, a chance de diminuir para o Bucets. Mas o Roleta tratou de dar uma força para o adversário, cometendo, novamente, a oitava falta coletiva, levando os seus torcedores ao desespero. Birulei, na cobrança do tiro livre direto, dessa vez, deslocou o goleiro e fez o seu quarto gol no jogo, colocando fogo no jogo. E no último lance da partida, o inusitado.
No último lance da partida, após falta infantil de Buttino no ataque, foi a vez de Guaraná roubar a cena. Birulei pegou a bola e chamou a responsabilidade do empate para si. Todavia, seu chute parou na defesa de Guaraná, e, no rebote, a zaga afastou o perigo, garantindo a vitória do Roleta Russa na estreia da competição.
“A raça do time foi determinante, a defesa idem. Tudo isso contribuiu para vencermos esse jogo sofrido”, resumiu o camisa 16 do Roleta, Preto.
X CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO B
Só Resenha 6 x 2 Med Taubaté
RESENHA ESTREIA NA OURO COM O PÉ DIREITO
Campeão da Prata passada mostra força e derruba médicos na estreia
Por Elvis Ferreira
O Só Resenha iniciou melhor a partida. Era bem mais objetivo nos lances de ataque. Entretanto, o jogo não era nada bonito de se assistir. De certa forma era até fraco tecnicamente. As duas equipes pouco criaram.
Em uma falta de um bom ângulo da quadra, Renatinho conseguiu mandar a bola na linha de junção do escanteio com a de lateral, desperdiçando uma ótima chance para abrir o placar para o Resenha. O Med também teve uma boa chance de bola parada desperdiçada com Bruninho, mas a bola foi bem acima do travessão.
O jogo seguia equilibrado quando em duas jogadas o time do Resenha matou o primeiro tempo. Em uma das poucas descidas do time, Dhani limpou o marcador na entrada da área e bateu com perfeição junto à trave. Belo gol. 1 x 0. Logo após o primeiro gol, Renatinho se redimiu da desgraça que foi a falta comentada pouco acima e marcou de cabeça dentro da área.
Após o segundo gol, só deu Resenha. Do início ruim de jogo das duas partidas, agora o time listrado em verde e branco e preto tinha domínio total. O Med quase não incomodava o goleiro adversário. E assim acabou o primeiro tempo, sem muitas chances de gols para as equipes.
Para o segundo tempo, o Med voltou melhor para a partida. Tanto voltou melhor que diminuiu o marcador com Aníbal, que fez um belo gol pela esquerda da quadra. Entretanto, não deu muito tempo para comemorar, pois Vitinho roubou bola na direita e bateu cruzado no canto do goleiro. 3 x 1.
O Med ainda buscava o placar quando acabou por tomar o quarto. Leonardo Villar recebeu na intermediária e bateu forte e preciso. Bonito gol. Esse gol fez o Med subir mais ainda ao ataque, mas as jogadas teimavam em não resultar em chances de gol. Quando teve a chance de diminuir o marcador, sem goleiro e de frente para o gol, Aníbal errou e proporcionou o contra-ataque. Resultado: Matheus anotou o quinto.
Sem mais nenhuma ambição no jogo, o Med ainda diminuiu com Bruninho, mas o Resenha tratou de sepultar de vez os médicos num belo gol sem querer. A bola bateu na canela de Dhani e encobriu o goleiro Jura.
Final de jogo: Só Resenha 6 x 2 Med Taubaté.
X CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO A
The Veras 3 x 3 Canhedo Beppu
THE VERAS NÃO SEGURA CANHEDO E CEDE EMPATE
Vencendo por 3 x 0 , Veras não soube explorar o contra-ataque e permitiu reação dos engenheiros. Goleiros foram o destaque da partida
Por Douglas Almasi Santos
Debutando na Série Ouro, o Canhedo Beppu queria iniciar sua caminhada na principal divisão do Chuteira de Ouro com uma vitória. Mas o The Veras, com sua experiência, tratou logo de acabar com as pretensões do mais novo membro da série. Logo no primeiro ataque, com o público ainda se acomodando nas cadeiras, Petreche abriu o placar, não dando tempo para o Canhedo sentir o gosto da estreia.
As duas equipes, mesmo com a vantagem do Veras, ainda se estudavam em quadra. O primeiro chute a gol do Canhedo na Série Ouro foi de Luiz Siviero, que, de bico, parou nas mãos do goleiro Benga. Em seguida, Fabinho também tentou da direita, mas não pegou do jeito que queria.
Em mais um cochilo da zaga, o Veras ampliou o marcador: cobrança de lateral na área, Papa Burguer saiu mal de sua meta, dividindo com Jairo, fazendo sobrar para Nico. O camisa 14 chutou e a bola ainda pegou no travessão antes de morrer no fundo das redes. E em mais uma desatenção do sistema defensivo o Veras chegou ao seu terceiro tento: o chute despretensioso de Cucio passou por toda a extensão da área, mas encontrou os pés de Petreche, sem marcação, na linha de fundo, que só empurrou para o gol.
“Achamos que estávamos jogando a Prata ainda, daí levamos 3 gols. Não pode, temos que ter mais atenção”, explicou Siviero a respeito da pane que o Canhedo teve nos primeiros dez minutos da etapa inicial. Mas quem conhece o time dos engenheiros sabe do poder de reação da equipe. Na decisão da Série Prata, semestre passado, a equipe perdia por 3 x 0 ante o Só Resenha, mas reagiu de forma espetacular, empatando e levando a decisão à prorrogação.
A sorte do Canhedo, no jogo, começou a melhorar quando um cruzamento na medida, vindo da esquerda, encontrou o matador Suzuki, que, com estilo, descontou. O Veras acusou o golpe e começou a se perder em quadra. O Canhedo era superior naquele instante e chegou ao seu segundo gol com muita insistência. Confusão na área, após uma sucessão de chutes com boas intervenções de Benga, a bola acabou sobrando para Testa, que definiu o lance e saiu para o abraço.
No último lance da primeira etapa, depois de boa trama dos atletas do Canhedo, a bola chegou aos pés de Leonardo, que encheu o pé para boa defesa de Benga. O jogo foi para o intervalo com a promessa de ser um belo jogo na etapa final, o que, de fato, acabou acontecendo. Os ataques foram poderosos, mas quem se consagrou foram os goleiros Papa Burguer e Benga.
Já sem a presença do sol, um frio pairava sobre a quadra 4, dando maior movimentação ao jogo, sem a preocupação exacerbada com o condicionamento físico. O Canhedo se lançou ao ataque. Depois de linda finta, Leonardo chutou com perigo. O mesmo Leonardo, após receber passe na esquerda, soltou a bomba para bela defesa de Benga. A resposta do Veras chegou com Petreche, que, de primeira, obrigou Papa Burguer a fazer defesa monstruosa.
Em mais um lance de perigo, Testa acertou a trave, quase igualando o marcador. Em seguida, o Veras assustou, assim que Kinho avançou rápido e cruzou da direita para Victor Petreche, que parou em Papa Burguer, na volta, mais um chute no travessão, e no rebote, Renato desperdiçou a chance de liquidar a fatura. O Canhedo agradeceu e chegou à igualdade. Fabinho dominou e chutou a gol, a bola desviou em Jairo e enganou o goleiro Benga, vendido no lance.
Empate justo para duas equipes que buscaram o gol do começo ao fim. Uma partida cheia de alternativas, com os ataques e os goleiros se saindo muito bem. Petreche ainda perderia um gol feito para o The Veras, enquanto a zaga da equipe tratou de salvar, em cima da linha, gol iminente de Suzuki.
O camisa 10 do The Veras, Kinho, alertou que a troca de jogadores no transcorrer do jogo prejudicou o time. “Entraram desatentos, aí acabamos sofrendo gols, e isso não pode acontecer”, justificou Kinho para explicar a reação do Canhedo.
X CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO B
Arouca 4 x 1 Fúria
AROUCA DÁ AS BOAS VINDAS AO FÚRIA
Domínio do Arouca se traduziu no placar
Por Elvis Ferreira
O jogo entre Fúria e Arouca teve um início bastante disputado e pegado entre as equipes. E o primeiro gol não demorou a sair. Após bom cruzamento de Marquinhos, Luisinho desvia e Dioguinho completa para o gol de cabeça. Arouca 1 x 0.
Nos primeiros dez minutos de jogo o Arouca dominava bem a partida. Suas chances de ataque eram bem mais perigosas que as do time da Fúria. Mas com o passar do tempo o Fúria foi melhorando em quadra e teve uma boa chance de gol com Thiago Motta, que mandou um belo chute de longa distância. A bola passou bem próxima ao travessão.
O Arouca não deixava o Fúria gostar do jogo. Logo após a chance de Thiago, Marquinhos chutou bem da entrada da área e o goleiro espalmou para a lateral. O Arouca pressionava bastante. Em uma dessas pressões no ataque, Veloz quase ampliou para seu time pela esquerda.
Ponto forte do Fúria, a defesa não se mostrava consistente. Muitos erros bobos aconteciam próximo à área, dando chances ao adversário. Uma delas foi com Dioguinho, que virou uma linda bola para Everton chegar batendo cruzado. A bola saiu à direita.
Como vinha atacando com objetividade, o Arouca teve sua recompensa. Depois de roubar a bola na entrada da área, Éverton chutou forte no canto do goleiro. Caixa. 2 x 0 para o Arouca. O placar no primeiro tempo foi condizente com o que foi o jogo. Domínio do Arouca e um Fúria sem conseguir desenvolver boas jogadas de ataque, além de estar afobado na defesa.
Já para o segundo tempo o Fúria resolveu honrar aquele que era seu nome. Com menos de um minuto de jogo Aldrey completou para o gol após bate rebate dentro da área. Reação em vista?
Parece que não, pois o Arouca respondeu com uma boa cabeceada de Markão que o goleiro pegou bem e com um belo chute de André “Dick Vigarista” Varanda praticamente do meio da quadra. Dessa vez a bola morreu nas redes. Arouca 3 x 1.
O jogo ia chegando ao seu final e também ganhava em faltas duras por parte das duas equipes. Sem conseguir furar a defesa aroucana, o Fúria apelava para chutes de longa distância e quase sempre longe do gol. Coube a Dioguinho encerrar o marcador ao entrar pela lateral direita e chutar forte. 4 x 1 e belo jogo do Arouca, que mostra time para lutar efetivamente pelo título.
X CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO A
Estudiantes de La Vila 4 x 2 Fiorella Brasil
ESTUDIANTES TEM BOA ESTREIA E DERROTA O FIORELLA
Com ótima atuação do zagueiro Rafinha no ataque, equipe aproveita desatenção do adversário na etapa final e fatura os 3 primeiros pontos
Por Douglas Almasi Santos
Em um jogo muito movimentado, o Estudiantes derrotou o Fiorella no último embate do dia válido pelo Grupo A. Mesmo sem nenhum jogador no banco de reservas, a equipe soube explorar bem os vacilos do Fiorella e venceu de forma categórica.
Conforme a noite chegou, as luzes dos refletores foram acesas, mas a iluminação da quadra 4 está ruim, o que dificultou a visão dos parcos espectadores presentes. O jogo começou equilibrado. Muita marcação por parte das equipes, principalmente com um congestionamento no meio de quadra, o que dificultava o trabalho dos atacantes, pois a bola não chegava até eles. O primeiro chute a gol foi do Estudiantes, através de Julio Sérgio, que passou perto da trave.
Mas quem abriu o placar foi o Fiorella: a zaga do Estudiantes cochilou, e Van-Van aproveitou o presente para fazer 1 a 0. Rafinha, com um forte chute, levou perigo à meta do Fiorella, respondendo para o Estudiantes. Em seguida, boa jogada de Caio pela esquerda, que chutou forte cruzado para a área. Rafinha, bem posicionado, só teve o trabalho de por o pé na bola e sair para o abraço. Gol de empate e promessa de um excelente jogo.
Cada equipe obteve mais uma chance de gol no fim da etapa inicial. Rafinha recebeu passe, dominou a bola de costas para o gol, fez bom giro de corpo, porém, não pegou em cheio e isolou, desperdiçando para o Estudiantes. A resposta do Fiorella chegou através de Van-Van, que dominou a bola com estilo e arriscou um chute que tirou tinta do travessão. O equilíbrio na totalidade do primeiro tempo acabou levando o placar em 1 a 1 ao intervalo.
Mas a igualdade, tanto no marcador quanto em quadra, entre os times destoou-se no segundo tempo. “Deu pane no time. Jogamos bem a primeira etapa, mas a segunda faltou atenção”, respondeu Daniel para justificar a queda de rendimento do Fiorella na etapa derradeira. De fato, o equilíbrio nos primeiros 25 minutos cedeu espaço para apenas um time marcar gols: o Estudiantes.
O Fiorella ainda conseguiu manter a boa apresentação nos minutos iniciais, deixando o jogo ainda em igualdade de forças. Mas Caio fez para o Estudiantes, virando o marcador e colocando os meninos da Vila em vantagem. Em um contra-ataque veloz, Van-Van fez boa abertura de jogo na direita para Ari, que cruzou de volta para o camisa 11, mas o craque desperdiçou boa oportunidade.
Quem se aproveitou de fato com o momento do jogo foi Rafinha, que pelo lado esquerdo da quadra fez cruzamento na medida para Caio completar e ampliar. Com o Fiorella perdido em campo, o Estudiantes acabou fazendo a festa. Punha, aposta e grande estreia italiana do manager Caio para este semestre, foi muito oportunista ao levar a bola para o seu pé esquerdo e chutar cruzado, vencendo o goleiro Eliezer.
Com 4 a 1 no placar, o Estudiantes tirou o pé do acelerador e deu espaços para o Fiorella. Jogada pela esquerda, na linha de fundo, e um chute forte e preciso de Ari fez com que o marcador fosse descontado. Um golaço, mas que em nada adiantou para o Fiorella. O time ainda teria duas boas oportunidades no fim do jogo, ambas com Van-Van. Na primeira tentativa, o camisa 11 recebeu na área, girou o corpo, e acabou acertando o travessão; em seguida, em jogada parecida, Van-Van girou o corpo e chutou para boa intervenção, com os pés, do goleiro Richard. Fim de jogo, triunfo do Estudiantes por 4 x 2, e os primeiros 3 pontos da equipe na fase de classificação.
“O jogo foi bom, o time jogou muito bem. O fim é que foi complicado, pois não tínhamos reservas, mas conseguimos a vitória”, falou Caio para explicar o sucesso do Estudiantes contra o Fiorella.
X CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA: GRUPO B
Bacana 6 x 5 Elefantes Indomáveis
BACANA VENCE EM JOGO DE MUITOS GOLS
Cauê e Gustavo Izique foram o diferencial, mas quem decidiu foi o excesso de falta por parte do Elefantes
Por Elvis Ferreira
Foram precisos 2 minutos para o Bacana sair na gente do Elefantes Indomáveis. A contratação de Marcelão, Gustavo Izique, bateu falta bem do meio da quadra e marcou. Mas não teve muito tempo para comemorar. Cauê empatou no lance seguinte. O mesmo Cauê quase fez o segundo em cobrança de falta que passou à esquerda do goleiro Kiko.
Cauê estava infernal, pois não demorou para ele marcar seu segundo gol na partida, virando o jogo para o Elefantes. O vira-vira mexeu com o Bacana, que tinha grandes dificuldades para chegar à área adversária. Porém, depois de tanto tentar, Gustavo fez seu segundo gol, deixando tudo igual novamente. O gol saiu após um belo domínio do jogador pela esquerda que adiantou a bola e mandou para o gol. A bola passou por debaixo das pernas do goleiro Chacha. 2 x 2.
O camisa sete dos Bacanas estava impossível no jogo. Gustavo puxou um belo contra-ataque e quase marcou um golaço. Mas quem desempatou foi Daniel Teske, o camisa 10 laranja. Após cobrança de escanteio, ele pegou de primeira e marcou um bonito gol.
O jogo seguia lá e cá. Se os Elefantes marcavam de um lado, o Bacana empatava a seguir. E foi o que aconteceu. O empate veio através de Yanes, jogando com a camisa 10, pela esquerda. E, pasmem, o Bacana virou o jogo ainda no primeiro tempo com uma cabeçada fulminante de seu capitão e manager, Marcelão! Mas quando a fase não é das melhores o pior sempre vem. E veio pelo pés de Daniel Teske de novo, que recebeu livre pelo lado direito e deixou tudo igual e aberto para o segundo tempo.
O jogo continuou eletrizante na etapa derradeira. O Bacana voltou um pouco melhor e teve pelo menos outras duas chances para aumentar o placar. Em uma delas, Rômulo recebeu livre de Gustavo dentro da área, mas, de frente para o gol vazio, mandou no travessão. A superioridade azul se transformou em gol após chute forte de Rômulo. O goleiro não segurou e Gustavo aproveitou o rebote. 5 x 4 para o Bacana.
Tudo ia se encaminhando para a uma bonita vitória do Bacana, mas aí Kiko falhou feio e deu uma mãozinha ao Elefantes. Daniel chutou de MUITO longe e o goleiro aceitou. O segundo frango da rodada estava assado pelo goleirão Kiko. E 5 x 5 no marcador.
Tudo ia se encaminhando para um empate no final até que no último minuto o árbitro marcou falta para o Bacana. Alem de ter João Corazza expulso por reclamação e xingamento, como já tinha atingido o limite de 7 faltas, era tiro de 9 metros para o Bacana. Rômulo tratou de pegar a bola, não dar bola aos corneteiros e fuzilar o goleiro Espiga sem dó, decretando a vitória bacana e enfim marcando seu golzinho na partida.