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Hall da Fama # 2 – André Varanda - A arte e a malandragem de Dick Vigarista

   

Nosso Dick Vigarista estreou no Chuteira atuando pelo Bacana, como André Varanda. Porém, adotaria o nome do personagem animado para se tornar um dos artilheiros mais queridos e temidos, seja atuando por Arouca ou Rabeloska
 
No final dos anos 1960, William Hanna e Joseph Barbera, lendários criadores de diversos personagens infantis (Flintstones, Jetsons, Scooby Doo, entre outros), inventaram uma figura animada cujo corpo é magro, rosto fino, queixo e nariz alongados, usando bigode fino e longo – além de chapéu. Esse personagem foi batizado como Richard Molhous Dastardly. Pode não ser um nome familiar, mas quando seu apelido é mencionado logo o mistério se desfaz.
 
Então, Dick Vigarista começou a ser sucesso entre crianças, jovens e adultos quando fez parte do desenho animado Corrida Maluca. Era uma reunião de personagens criados pela dupla Hanna/Barbera, como Professor Aéreo, Barão Vermelho, Penélope Charmosa e Rufus Lenhador. Eles disputavam corridas em seus respectivos automóveis, e o vencedor variava a cada episódio. Apenas um personagem não subia no alto do pódio, o Dick Vigarista. Sempre ao lado de seu fiel escudeiro, o cachorro Muttley, fazia diversas trapaças para ganhar as provas, mas sempre fracassava justamente por tentar vencer não necessariamente, digamos, por seus próprios méritos.
 
Este texto começa explicando quem foi Dick Vigarista pois recebi a missão de entrevistar Dick Vigarista. Calma, não se trata de uma imersão como ocorrida em Uma Cilada Para Roger Rabbit ou Space Jam – O Jogo do Século, em que humanos se misturavam com animações. Trata-se de um atacante que tinha instinto pelas redes, sendo artilheiro por onde passou: André Varanda, o Dick Vigarista do Chuteira de Ouro!
 
“A história do apelido é uma catimba sem tamanho. Veio na época que comecei a jogar na Economia Mackenzie, comecinho de 2008. Todo mundo ali tinha apelido, mas eu, até então, era o André. Durante um belo jogo, meu time ganhava de uns 5 ou 6 x 0 quando um adversário caiu. O Tássio, nosso goleiro à época e que foi do Rabeloska, saiu do gol e, enquanto conversávamos, lançou: “Porra, o André não parece o Dick Vigarista? Olha lá, o nariz, o queixo...", explica ele, as origens do seu apelido.
 
Pronto! Dali em diante ele viraria o Dick Vigarista! “Curto o apelido, nunca me importei com isso. O desenho em si assistia quando era moleque, mas nunca fui muito fã. Quem sabe agora como Vigarista consiga ir pra cima da Penélope Charmosa (risos)”, assume.
 

Se me perguntassem antes da entrevista como conheci o Dick, diria com sinceridade: “Não tenho a menor ideia”. Porém, foi o próprio Varanda quem lembrou. “Conheci alguns (jogadores) do Só Quem Sabe depois de um jogo com o Rabeloska que quase deu briga e tivemos vários suspensos. Naquela época, eu e o Mezadri (manager do SQS) explicamos o que aconteceu para o Lucas e a você. Ali conheci um cara gente finíssima”.
 
Obrigado, Dick, pelo elogio. Você também é gente fina (mas como organizador tive de punir os brigões (risos)). É gente fina não somente pelo seu lado social, no qual já até fez narração de jogos de Copa do Mundo para cegos. Também é por ter mostrado caráter e companheirismo para com a maioria dos jogadores na fase romântica do Chuteira.
 
Enfim, fui incumbido de entrevistá-lo e fui atrás da pauta/missão recebida. Só que André Varanda tem um “quê” de Dick Vigarista não apenas pela semelhança física – de acordo com um amigo seu – mas também por ser esguio. Foi uma dificuldade para conseguir falar e marcar com ele essa entrevista.
 
Engajado com projetos sociais, ele mal tem tempo para si. “Sempre fiz trabalhos voluntários. Em 2014 participei de um projeto de narração dos jogos da Copa do Mundo para pessoas cegas e conheci um mundo que nunca tinha parado para pensar que existia, o das pessoas com deficiência. Dali até hoje, cofundei a Gama.tv (www.gamatv.com.br), um negócio social do setor de comunicação focado em soluções de acessibilidade para pessoas com deficiência visual ou auditiva. Trabalhamos criando e adaptando conteúdo audiovisual (filmes, séries, propagandas etc.) para que pessoas com deficiência possam consumir essa informação. Além disso, continuo com meus voluntários pontuais e presto apoio, em forma de mentor, a alguns programas de incentivo a novos empreendedores sociais”.
 
Notaram que o Vigarista nem é tão vigarista assim, certo? Pois é pelo seu trabalho que meu encontro pessoal com ele foi cada vez ficando mais impossível. O tempo que eu tinha era escasso e precisava falar com o Dick de qualquer maneira. Viva a tecnologia: vamos nos falar por videoconferência! O Skype fez a mediação entre repórter e fonte. Não chega a ser o mesmo que um encontro pessoal, já que há sensações que somente ao vivo somos capazes de sentir. Mesmo assim, os gestos e o jeito tranquilo de se expressar continuam iguais, tal como a última vez que o vi – isso em sua última e derradeira passagem pelo Chuteira, quando vestiu a camisa do Arouca, em 2014.




Aliás, falando em Arouca, talvez tenha sido seu time mais marcante. Talvez, pois ele jogou com a lendária camisa amarela e azul, mas também por Bacana e por Rabeloska. Foi pela equipe arouquense que apareceu à comunidade chuteirense em 2010, fazendo grandes amizades pelos corredores do Playball Pompeia. A contrapartida foi justamente ver no Arouca sua maior decepção no Chuteira de Ouro, quando perdeu a decisão da 12a edição da Série Ouro vestindo a camisa do Rabeloska justamente contra um time de amigos.
 
Dick chegou ao universo chuteirense em 2010 (e não no ano anterior como sua memória havia lembrado). Quem o convidou? Um certo estagiário… Luisinho Alexandre, vulgo Estagiário (Vara para os mais íntimos), era amigão do vigarista. Jogavam juntos quando estudaram no Mackenzie e lá criaram uma forte amizade. Conheciam também uma turma que jogava pelo Arouca, e estes já atuavam no Chuteira.
 
Campeão da Bronze ao lado do parceiro e amigo Luisinho "Estágiário"

“Eles sempre comentavam do campeonato, às vezes não ficavam para tomar cerveja com a gente depois dos jogos do Mack pois tinham Chuteira (fica a multa!). Então eu meio que já acompanhava o que rolava”, recorda-se. Em 2010, o convite formal do Estagiário foi aceito por Dick e este ingressou logo de cara na Série Ouro vestindo a mítica camisa do Bacana.
 
Logo na estreia, encarou o Acidus – time de tradição e que disputava a Ouro. O resultado terminou em 4 x 4 no dia 24 de abril de 2010, mas o artilheiro já mostrava faro de gol: balançou a rede duas vezes. Não à toa, anotou 6 tentos em apenas 4 jogos disputados na edição de estreia. O instinto de artilheiro veio de sua paixão por jogar futebol de campo. Foi no tradicional estilo que ele aperfeiçoou sua técnica. Só que o vigarista também gostava de futsal, no qual se especializou como fixo. Adivinhe qual é a modalidade do futebol que ele menos gosta de praticar? “Society, dos três estilos, é o que menos gosto”, revela. Tudo bem, Dick, ninguém te recriminará por isso.
 
No Bacana, conhecia o goleiro Guido, Canzian e Bozo, além do Estagiário. Acabou amigo também de outros personagens marcantes da história da Liga. “Comecei no Bacana do glorioso Marcelão! Demehur, Luisinho, Romulo e Vigarista? A gente bagunçava, hein! (risos)”. Porém, sua passagem pelo time durou pouco. Como chegou na reta final da fase de classificação da competição, o Bacana acabou eliminado. Eis que surgiu outro parceiro de vida, o zagueiro Vitão.
 
Um dos expoentes do Arouca chamou Dick para integrar o histórico time, e lá foi o vigarista se aventurar por outra agremiação. Saiu do Bacana por espontânea vontade. Mantém amizade com Marcelão e outros jogadores, mas o fato de uma parte do então elenco arouquense ser do Mackenzie pesou em sua decisão. “O Luisinho mudou na mesma época também. Vou colocar o cara na fogueira pra eu não ser o único traíra, né (risos)”, brinca.
 
Como conhecia praticamente todo elenco, sua recepção foi a melhor possível. Inclusive, sua chegada à equipe coincidiu com a criação do Arouca Jrs., e a família aumentou. “Foi na época que o Juniors estava começando, então os dois times precisavam de gente. Dá pra ver que eles estavam chamando qualquer um mesmo... pelo menos na noite eu devo ter contribuído bem!”. Brincadeiras à parte, Dick voltaria ao Arouca depois do término do Rabeloska, mas viu um cenário completamente diferente do que quando chegou.
 
“Deu pra ver bem a rivalidade entre os Aroucas quando voltei a jogar, acho que em 2014. Primeiro que não conhecia ninguém mais do Juniors, segundo que o jogo foi uma guerra, malandro. Faísca em todo lance, cotoveladas do França... Coloca meu voto aí para esse maldoso (risos))”.
 

Só que a conversa, de repente, voltou a fatos mais antigos. Para não perder o foco, tornei a perguntar sobre o tempo de Arouca em 2010. Dick relembrou de jogadores como Marquinhos Bohn, Dioguinho, Renan… Com esmero, o vigarista também relembrou da excelente campanha arouquense na qual chegou a derrubar o poderoso Bengalas por 4 x 3 nas quartas de final da 10ª edição da Ouro. Só que na semifinal, ante outro poderoso, o SNG, uma partida decisiva do Mackenzie foi marcada para o mesmo dia. Como era sua despedida e a de Estagiário da universidade, optaram por não jogar a semifinal. A decisão tomada confluiu com o fim da linha para Dick no Arouca (e o SNG acabaria se sagrando tricampeão na ocasião). Mesmo assim, ele fala do período:
 
“Aquela época do Arouca a gente tinha um time bem leve e rápido, o que me ajudava um pouco a não ficar ali estático no pivô. Jogar contra o SNG era sempre muito chato por causa da marcação meia quadra deles. Era difícil ter espaço pra jogar. Contra o Bacana, teve um jogo bem tumultuado, até por causa das transferências. Se não me engano foi 5 x 4 (8a rodada da fase de grupos da 10ª edição da Ouro, dia 6 de junho de 2010) para nós e eu fiz um de bicicleta no Guido – Recordar é viver, meu amigo! (risos). Com certeza os melhores e mais difíceis jogos foram contra SNG, Bengalas, Só Resenha e Bacana. Esses é o que eu mais curtia jogar”.
 
Findava o Arouca, nascia o Rabeloska.
 
Porém, não pense você, leitor, que a saída de Dick foi devido à ausência no jogo semifinal. O elenco arouquense não ficou colérico pela decisão tomada. O elenco deve ter ficado bravo é com Vasko, Cassio, Barata, China… Os amigos de faculdade resolveram manter o grupo de amizade e levaram a equipe formada na faculdade ao Chuteira de Ouro. Só que, para o Rabeloska entrar, precisou ingressar a partir da recém-criada nova divisão, a Bronze, que estava na sua segunda edição. Sim, de repente, o vigarista trocaria a Série Ouro pela Série Bronze e o choque de realidade seria inevitável. Será?
 

“Sinceramente? Foi bem legal! A gente tinha um objetivo claro, chegar na final da Ouro em três edições, ou seja, subir direto e ir pra final na estreia da Ouro. Isso deu um puta gás para todo mundo. Acho que o maior choque não foi ir da Ouro para a Bronze, até porque a Bronze daquele ano estava com times bem fortes. O maior choque foi sair de atleta para atleta/manager.”
 
Um pouco adiante contarei essa parte mais “administrativa” do vigarista, antes é preciso lembrar de 3 equipes: Clube Atlético da Vila, My Balls e Só Canelas. Se Dick citou “times fortes” na Bronze de estreia do Rabeloska, deveu-se principalmente a essas agremiações, que entraram e logo de cara já se credenciaram a subir de divisão e a vencer o título, desbancando facilmente os outros times. E o vigarista ainda tirou onda com todos esses rivais!
 
“Fizemos bons jogos contra todos eles. O CAV vencemos uma semi (Bronze) e perdemos uma final (Prata). Com o My Balls fizemos uma final bem disputada e levamos (Bronze). O Só Canelas, eu não lembro se jogamos, para ser sincero. O My Balls era bem parecido com o Rabeloska. Os caras ali eram amigos que jogavam juntos em outros lugares. Mantiveram a base do elenco até saírem do Chuteira, e eu valorizo isso. A questão é: todos foram fregueses do Rabeloska! (risos)
 
Para quem gosta de dados mais precisos, vamos a eles. A semifinal vencida em cima do CAV e a decisão contra o My Balls foram no II Chuteira de Bronze. Já a final perdida para o CAV valeu o troféu da 6ª edição da Série Prata. Contra o Só Canelas, apenas um confronto, e com sucesso: vitória por 4 x 0 na mesma edição da Prata perdida para o CAV. O Rabeloska cumpriu seu objetivo e chegou à Série Ouro de forma direta. E, logo na estreia na principal divisão, chegou à finalíssima com muitos méritos. Só que a decisão seria tipo “inimigos íntimos”: Dick teria de encarar sua ex-equipe, o Arouca.


 
 “A gente fez exatamente o que nunca fizemos na vida: levamos a sério demais! Não que a gente levasse na brincadeira as coisas, mas nos preocupamos muito com aquela final e isso refletiu na atuação em quadra. Em finais de Paulista Universitário a gente pilhava no vestiário, mas é provável que, na noite anterior, tinha nego na night. Ninguém ali discutia durante a semana o jogo, saca? A gente ia lá, ascendia a 'doidera' 30 minutos antes do jogo e entrava pra matar (risos)! Contra o Arouca a gente discutiu durante a semana, se reuniu pra falar do jogo etc. Besteira e preocupação à toa. Deu no que deu....”.
 
E o que que deu? Arouca campeão do XII Chuteira de Ouro ao vencer o Rabeloska por 3 x 0. O contraste da situação, analisando anos depois, é intrigante: o auge da participação de Dick Vigarista no Chuteira foi justamente ter alcançado a final da Ouro, mas que viria a perder a taça em disputa.
 
A partir da derrota na final (junho2012) a vida de Dick Vigarista no Chuteira passou a ser como se fosse uma ampulheta acionada: tinha momento exato para acabar. E começou exatamente quando assumiu a função de manager do Rabeloska ao mesmo tempo que era jogador. Ele contou com ajuda de jogadores do time de início, mas questões disciplinares, lesões, desistências, controle dos pagamentos, entre outras tarefas, passaram a contribuir para o fim da equipe, mas, principalmente, para o desânimo do vigarista – que viria a deixar de jogar o Chuteira junto à saída do Rabeloska, no fim de 2012, quando não se classificaram para os playoffs naquele semestre derradeiro.
 
Voltaria em 2014 para tornar a vestir a camisa do Arouca, após convite de Vitão, mas sem o entusiasmo de outrora. Dick Vigarista estava encerrando sua participação no Chuteira de Ouro para sempre. “Não vou dizer que nunca mais, mas hoje é bem difícil que eu volte. Gosto do campeonato, da galera que conheci, mas essa loucura e responsabilidade que a Ouro, por exemplo, traz, estou totalmente fora. Estou velho para ficar nessa de me matar todo sábado. O M1 (Mauricio, goleiro do Arouca) é meu ídolo! Pai de dois e está lá todo final de semana, na boa e na podre. Respeito muito isso! Mas eu, Dick Vigarista, não tenho essa vontade toda. (muitos risos)
 
Os números do vigarista são interessantes. Em termos de títulos, tem dois vice-campeonatos (Prata e Ouro) e um troféu de campeão (Bronze). Foram 6 gols em 4 jogos na edição de estreia pelo Bacana; 7 tentos na edição 10 da Ouro (Arouca); 13 gols na edição VI da Prata, a do vice-campeonato; mais 11 idas às redes na edição do vice-campeonato da Ouro com o Rabeloska; 8 gols na XIV Série Ouro. Porém, na 2a edição da Bronze, terminou na artilharia máxima com 27 gols – quando rivalizou até o fim com Diego Sequia, então no Só Quem Sabe, que anotou um a menos que Dick.
 

O vigarista se recorda de duas partidas marcantes: a primeira quando o Rabeloska passou pelo Mulekes nas semifinais da edição na qual foi vice-campeão da Ouro, e a segunda contra o Derrubada, na Bronze, quando anotou 8 gols no embate.
 
“O Mulekes era um time tão bom quanto o nosso, foi um puta jogo! Lembro que a quadra 5 ficou lotada para assistir. A gente sabia que, se saísse para o jogo, o Mulekes (que eram moleques mesmo) voaria nos contra-ataques, então a gente fez exatamente o contrário. Nos fechamos e saímos para o contra-ataque. O time voou na marcação aquele dia, dificilmente os caras tinham espaço, além do Tássio ter pegado tudo. Fiz 1 x 0 em uma jogada de pivô. Eles empataram e o jogo foi à prorrogação, com golden goal. Numa saída nossa consegui driblar três e fazer o gol num chute cruzado, classificando o Rabeloska para a final. Acho que ali fomos cirúrgicos e jogamos muita bola!”.
 
O gol de bicicleta contra o parceiro Guido foi o mais bonito em sua opinião. Já para falar de seus marcadores, Dick sente até arrepios, mas consegue destacar os quatro que sempre o incomodavam: Allan (SNG), França (Arouca), Rodrigo Ribeiro (Joga 13) e um jogador do Fiorella que Dick não consegue lembrar o nome. Assim nem eu para ajudar, mas o importante é o que ele diz a respeito dos quatro: “Deitei em todos”, tira “onda” mais uma vez o nosso vigarista.
 

A entrevista vai se encerrando, mas sem antes a pergunta derradeira: como era a rivalidade com o CAV? Afinal, passaram a ser a principal “nova rivalidade” do Chuteira de Ouro entre 2011 e 2012. Os torcedores esperavam ansiosos pela fase decisiva das competições em que os dois times disputavam só para ver os embates – sempre em alto nível. Porém, curiosamente, realizaram apenas duas partidas na história.
 
“Nunca quis ser a cara do Rabeloska, e tinham vários outros que apareciam em nome do time. Isso provavelmente diminuiu alguma rivalidade específica contra a minha pessoa. Talvez nem todo time teve ou tem essa postura. Além do que nós éramos os mesmos todo semestre. Então se você não gostava de alguém do Rabeloska, tinha a oportunidade de tirar a limpo no próximo jogo. Alguns times mudam tanto entre as edições que é difícil você ter alguma rivalidade pessoal”, reflete o artilheiro sobre a rivalidade com o CAV.
 
O agradável papo, mesmo virtual, terminou, mas o vigarista não quis se pronunciar sobre quem seria o Muttley em sua vida. Estagiário? Vitão? Marcelão? M1? Não saberemos. Nessa, André Varanda usou novamente sua faceta Dick Vigarista para escapar da resposta. Tudo bem, meu querido, o que importa foram suas vigarices para driblar os marcadores e fazer muitos gols. Tal trajetória te coloca nesse Hall da Fama, com ou sem Muttley.