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CONTRA-ATAQUE # 50 – Nem cedo, nem tarde

           

Os caminhos começam a ficar definidos para quem larga bem; já quem começa mal, é torcer para não ser tarde demais
Sempre pode ser cedo ou tarde para um campeonato cuja fase de classificação tem turno único. Logo, não é improvável dizer que vários confrontos diretos aconteceram na segunda jornada do Chuteira de Ouro nas quatro principais divisões, e que alguns times deram passos importantes dentro de suas caminhadas. Da Ouro à Aço, o que não faltou foram jogos de muito embate físico, concentração além dos próprios limites, além da busca pelos 3 pontos, onde, na verdade, transformam-se em 6 se o oponente está no mesmo patamar de objetividade. Se é cedo ou tarde demais para cada equipe mensurar o tamanho do seu quilate, isso é com cada membro do time. Quem está de fora já percebeu alguns movimentos que darão a tonalidade até o dia 9 de novembro, data prevista para a última rodada de classificação.
 
Há quem já crave o favorito Soberanos não conquistando o Grupo B da Bronze, inclusive esta coluna. Praticamente deu adeus à vaga direta na Série Prata depois de perder um confronto direto importante para o atual vice-campeão da Série Aço, o Plata o Plomo. Era uma partida na qual Bastida, Gatti e companhia não poderiam perder pontos. Perdeu os 3 em disputa. De novo se repete o filme do semestre passado, quando o Soberanos tinha potencial para chegar em primeiro, mas abriu mão da competição nas primeiras rodadas e pagou alto preço mais para frente, nem conquistando o grupo, nem passando das oitavas de final – caindo para o surpreendente Sem Domínio. Mesmo com um técnico experiente, dificilmente a soberanada fará uma reviravolta na chave: além do próprio Plata, Astúcia e Só Quem Sabe mostram estar antenados com a Bronze – que o Soberanos só estará daqui duas semanas, algo que poderá ser tarde.
 
Ainda na Bronze, quem deu passo importante para vencer o outro grupo foi o IMZT. Deixou para trás o atual campeão da Aço, o Vendetta, e somou a segunda vitória seguida. Aparentemente, só o Vila Mureta será capaz de deter os irmãos Abdulla nesta chave. Coincidentemente, farão confronto direto no próximo sábado, que pode não definir o líder isolado, mas poderá dar um caminho prateado mais promissor. Lucas Abdulla fez quatro gols e foi o nome do jogo, mostrando que os imzetistas começam a ganhar mais confiança e garra no momento de definir uma partida, algo que faltava ao time quando enfrentava equipes como Futsamba e Bacana nos confrontos diretos por acesso diretos tanto da Aço pra Bronze ou da Bronze pra Prata. Só que, além do VM, o Mercenários já deu provas que quer vencer o grupo.
 
A Bronze teve muitos confrontos diretos a serem exaltados, mas isso não quer dizer que as outras divisões estavam sem assunto. O empate sem gols entre Wake 'n' Bake e Guaxupé na Série Ouro pode ser tanto elucidativo quanto enigmático. Duas equipes fortes, que brigarão pelo título hoje pertencente ao Mulekes, e que gostam de balançar a rede adversária sem piedade. Porém, somados, marcaram apenas 4 gols em dois jogos. Há quem diga que o Grupo B é mais complicado. Faz sentido. Pelo menos uma equipe considerada forte para levantar o caneco ficará de fora do mata-mata. Isso se Império Celeste ou Coisa Rara não surpreenderem ao ponto de um deles, ou os dois, chegarem ao mata-mata – aí seria de quebrar qualquer banca de apostas. A igualdade entre WB e Guaxu pode ser observada por duas óticas nesse confronto direto precoce.
 
Assim como a vitória do 2 Tok's sobre o Divino na Prata. Aqui, entra uma terceira ótica: o fator Bacana. São as três principais forças do Grupo B. Diferente do caso do Soberanos, aqui é difícil dizer que o Divino deu adeus à primeira colocação. Porém, terá de vencer seu jogo contra o Bacana, e torcer para o time de Marcelão derrubar o 2T – aí seria decidido nos critérios de desempate. Só que os fiéis da balança serão outros: Real Madruga e Joga Fácil. Trata-se de uma chave forte e com candidatos, inclusive, a título, incluindo os dois últimos. A vitória do time de Gallego é um avanço importante para um retorno à principal divisão – lugar onde Cidrão e sua trupe deveriam estar, mas que um deslize acabou os mandando de volta à Prata mais forte dos últimos tempos.
 
Ainda teve a emocionante vitória do Paraguay em cima do Titans, pela Aço. Outro confronto direto na segunda jornada. Os paraguayos venceram novamente e são tão líderes como Juvena e Basicus, e, o mais importante: venceu um concorrente à vaga no mata-mata! Cunha, Kauê e Matheus sabem que, para voltarem a brilhar, terão de jogar uma final a cada sábado. Foi o que os titânicos tentaram fazer, mas sem êxito. Melhor para o time de Jedai, que percebeu a importância de largar bem no início do certame, já que toda partida é um confronto direto. Não à toa, segundo critério de desempate – antes mesmo do saldo de gols.
 
Cru – A Copa Estralato começou e ainda não se pode dizer que tem uma equipe destoando das outras, e nem que é mais forte ou fraca em relação ao semestre passado. Porém, algumas equipes demonstraram valores e que podem ganhar cada vez mais confiança com o andamento do torneio. Vale destacar os times que venceram e dois que empataram. O triunfo mais contundente foi do Receba: um acachapante 9 x 1 para deixar o Napolean com as calças na mão. Com uma base que jogou no TáLigado, misturado a jogadores espalhados por Real Madruga e outros times, os recebenses querem fazer do seu segundo semestre o momento de sair das sombras do passado para serem protagonistas.
 
Oeste Rã, Ponta Esquerda e Danonight também venceram e mostraram estar atentos à competição. Esses dois últimos não tiveram dificuldades para passarem por Chernobyl e DFX. Mostraram ter bom conjunto e que podem subir de produção conforme a música toca. Outro que está querendo voltar ao topo, e que estreou com triunfo, foi o Rachão. Passou pelo Tocou É Caixa e mostra estar mais interessado do que o semestre passado – quando foi um fiasco, caindo nas oitavas de final para o Panela, mas jogando de forma aquém de sua qualidade. Tudo isso se junta a três times que empataram, mas que vão incomodar: Entre Amigos, Só Nois e Sagrado. A Copa Estrelato ainda está crua, mas uma carne mal passada é gostosa.
 
O impossível – Apesar de ser apontado como potencial candidato a não se classificar para o mata-mata, o cenário permite ao Sanjamaica começar a pensar em voos mais ousados. Foram dois empates em duas partidas. Até aí, nada de novidade. O busílis está na queda de rendimento de algumas equipes consideradas até candidatas a desafiar o Panela na chave. São os casos de 1000Gols, Gigantes e Sexta-Feira. Este último já não conta com alguns jogadores do Wake 'n' Bake que ajudaram o time a rivalizar com outras potências na última edição da Estrelato. Os dois primeiros sofrem com elenco reduzido ou deficitário em qualidade em detrimento ao semestre passado. O que era considerado fora de cogitação, agora, começa a ser mais aceitável: o Sanjamaica pode surpreender, sim. 
 
Cinquentão – Esta é a edição 50 da Contra-Ataque, que sempre tenta mostrar um balanço geral sobre a rodada de sábado, para que todos tenham exemplos para darem a suas equipes – independente de serem citadas ou não. A leitura ainda salva! Obrigado a todos que acompanham esta coluna!
 

Comentários

Total (1)
  1. Guilherme argondizo de rosis Império Celeste 16-09-2019 13:50:30

    Dodô, parabéns pela coluna. Você é monstro!