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CONTRA-ATAQUE # 62 – Tamanho família

           

Após tanto tempo longe, rever rostos familiares é saudosismo demais para qualquer coração
Difícil é, com 41 anos, não ser nostálgico. A principal competição da Liga Chuteira de Ouro F7 voltou no último sábado – da Série Ouro ao Chuteira 5. Longe do espetáculo pré-pandemia que era ver os corredores do Playball lotado de pessoas sorrindo, se divertindo, e sofrendo com suas torcidas. Longe de ter todo mundo reunido novamente, mesmo que alguns passem por nossas vidas e partam para novos ares, já que o tempo é implacável. Porém, ver rostos familiares após quase dois anos é saudosismo demais para qualquer coração.
 
Um deles foi o de Cipó, após o Ras Time – que começou a disputar o Chuteira em 2009, na mesma Série Prata – retornar pós-pandemia com triunfo sobre o Astúcia. Ao término do difícil embate, o arqueiro tinha sua face vermelha e inchada, sobretudo na área dos olhos. Confessou ter chorado algumas vezes na partida, quando o ataque astucioso não trabalhava. Contou que a sua relação com a cidade de São Paulo (é natural da Baixada Santista) tem tudo a ver com o Ras: a história da equipe, jogando o Chuteira, confunde-se com a adaptação de Cipó na capital do concreto e aço. Logo lembrei do conceito “família” que o Marcola, feliz da vida com o seu Acidus, comentou.
 
O Chuteira sempre teve o caráter familiar. Cresceu de forma vertiginosa e agregando cada vez mais pessoas em torno dos jogadores e das equipes. Vejam bem: em 2006 só tinha o Chuteira de Ouro com cinco equipes; em 2009 estreou a Série Prata, pois a competição já estava inchada; no ano seguinte veio a Série Bronze; daí por diante caímos em 2021. Ano de retomada das competições ao passo do “novo normal”. Para isso, foi criado o Chuteira 100 – comemorativo e que serve de teste para o primeiro semestre de 2022, quando se espera o retorno de quase todas as equipes.
 
O Chuteira 100 começou no sábado ainda sem a mesma intensidade de outrora. Mesmo assim, foi possível ver grupos formados nos corredores se alegrando em meio a histórias, bebidas e gozações.
 
Sim, a nostalgia bateu forte ao ver esta cena.
 
Ver o feliz Vitinho Lessa vestindo mais uma vez a camisa do Cachorro Velho. Ver a simpatia do guaxupé Bilu, e as artimanhas do igual guaxupé Arthur. Ver meu amigo Victor Varolli, mesmo enfezado com a derrota do seu Rabisco. Ver que Leandro Leme tem o mesmo espírito para ser do Magnatas. Ver o Fazenda acreditando no Juvena. Ver o Laio, que está de volta com o Spartacus. Os olhudos Winni e Coquinho. Meu parceiro Robson Lenarduci – louco para se aposentar. E que satisfação reencontrar Guh e Guguinha, do GW Altino! O Mahana pelo Danonight! Até o Morsa, do Geração de Ouro, que cresceu bastante!
 
Com certeza deixei gente importante de lado nesta lista. Não se zangue, saiba que o mesmo sentimento foi dedicado a você! O mais importante é que o Chuteira não perdeu, e jamais perderá, o caráter família em seus torneios!
 
Grandes esperanças – Dentro do retorno do Chuteira de Ouro, algumas expectativas criadas sobre os desempenhos de algumas equipes. Especificamente: Midfielders, Loloverpool e Vendetta. São considerados, pela turma da velha-guarda, times de novatos, porém começaram suas trajetórias antes da primeira pandemia, em 2020. Ou seja, já são chamados de ‘veteranos’ se comparados às diversas novas equipes que surgiram de um ano para cá.
 
O Vendetta está na Série Prata. Sempre foi uma equipe sólida e habilidosa – com Olavo liderando uma boa turma que conta com Pou e outros jogadores de qualidade. Porém, a dúvida sobre o comportamento do time (agora sem Aidar) na nova divisão existia. Ainda mais enfrentando o recém-campeão da X US CUP, o IMZT. Só que os vendettistas não se cansam de surpreender e mandar recado aos críticos: é time para incomodar em qualquer divisão.
 
O Loloverpool é aquela equipe que rivalizou com o Panela antes da pandemia. Confrontos históricos. A questão do Loló eram duas. A primeira: foi catapultado do Chuteira 5 para a Bronze. Por direito. A segunda: como agiriam os jogadores sem a presença do então principal jogador, Cadú. A questão formada era se teriam panca para encarar mais equipes experientes do que os times jovens que jogou nas competições que antecederam à atual. Prova já viria ante o Catimba – atual campeão da Série Aço: passou no primeiro teste com um 5 x 2 para ser líder isolado do Grupo B logo de cara.
 
O Midfielders, na Aço, tinha desafio parecido ao do Loloverpool, trocando apenas o pulo de divisão pela perda de 3 pontos antes de o confronto contra o Sexta-Feira começar. O Mid iniciou o pagamento do preço pelo comportamento na semifinal do Chuteira Juniors ante o Maestria. A maioria apostou numa vitória do Sexta, mas Lebrão e cia. provaram que será difícil alguém bater a disciplinada equipe branca e rosa. A velha-guarda do Grupo B começa a colocar a carta do Midfielders de volta ao baralho.
 
A Estrelato é uma Zona – Diferente das cinco divisões do Chuteira 100, a Copa Estrelato já irá para sua 3ª rodada, com uma equipe irresistível nas rodadas iniciais: o Zona Nossa. Liderado por Sartori – que diz ter idade para ser pai da maioria dos outros jogadores –, o ZN tem uma média de 7 gols por partida: fez 7 x 0 no Galudos e no Roma Alcoolica. Sábado terá a disputa direta contra o Lapiros – outra equipe promissora – para tentar chegar a 9 pontos, deixar o rival para trás (com o GalataSarrei de olho no confronto) e confirmar o atual favoritismo.
 
Isso não quer dizer que esteja soberano na divisão de acesso ao Chuteira 5. Outros times mostram valores a serem olhados. O PSGelo é um deles. Favela é o grande destaque de uma equipe organizada e que vem determinada a alcançar grandes objetivos. Na sua cola está o Madureira. Tico não gostou muito dos elogios aos psgelados, mas, no fundo, a imprensa sabe que os amarelinhos jogam um futebol de toque de bola e qualidade técnica. Vai disputar acesso e caneco tanto quanto o PSGelo.
 
O Gala é outro time que pode, sim, sonhar com o Chuteira 5 ou ganhando o Grupo A ou chegando na final. Mostrou maturidade contra o Instituto nas quartas de final do Chuteira Juniors. Em duas partidas na atual Estrelato, dois triunfos (sobre Aposentados e Ventiladores). Por enquanto, apenas o Imperas parece rivalizar com a equipe de Totti na chave. Porém, tudo pode acontecer neste certame que tem cara de Zona.

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