Notícias  » Ouro

Sinal verde para mais uma Série Ouro

           

Com potências fora do páreo, 29ª edição dourada terá um campeão inédito e reunirá no mesmo espaço veteranos vs calouros
O Mestre Douglas Almasi, em sua coluna ‘Contra-Ataque’, cantou a pedra diversas vezes de que uma “nova ordem do Chuteira” estava por vir com jovens equipes chegando à principal divisão da liga. E veio. Quando TeJanto e Wake ‘n’ Bake derem o kickoff da 29ª edição dourada, neste sábado às 9h, muitos irão estranhar pela ausência de camisas pesadas como Nois Que Soma (pentacampeão e maior vencedor da Ouro),  Mulekes (tetracampeão), Arouca (vencedor em 2012) e o atual campeão Baixada de Munique – isso sem citar outras agremiações que deram um tempo e respiram novos ares – e presenciarão novas figurinhas deste álbum. Vendetta, IMZT, Olimpo, entre outros, chegam com muito apetite de fazer história e tomar posse do trono dourado.
 
Das 12 equipes que darão a largada, metade disputou pelo menos uma vez a elite chuteirense. Desses seis, apenas o Wake ‘n’ Bake chegou perto de ser finalista (26ª edição em 2018, quando caiu para o Catado na semifinal). Outra metade é composta por aqueles ‘rookies’, debutantes, estreantes, que tiveram bons desempenhos nas divisões inferiores, com direito a títulos, ascensões meteóricas e deixando muita equipe considerada experiente/favorita na saudade.  Se fossemos batizar as chaves do torneio, facilmente seria “Grupo dos Calouros” vs “Grupo dos Veteranos”, ou em tempos do famoso reality show do Brasil, seria algo como “Pipoca” vs “Camarote”. Tudo bem que não sejam grupos totalmente de novatos e experientes, mas olhando a tabela dá para ter essa sensação.

Vamos ao que interessa: a análise dos grupos! Na chave A, temos dois dos principais favoritos ao título e quatro incógnitas que podem bagunçar o balaio dourado. Com uma campanha perfeita na última Copa Apertura – 100% de aproveitamento, melhor defesa e MVP do torneio –, o INVICTUS chega com pompa de “time a ser batido”. Os comandados de Chumbão sentiram na pele desses calouros em 2019 e chegou a fazer um bom papel ao vencer na estreia a Academia Competition e o todo poderoso Nois Que Soma antes de ser eliminado para o Guaxupé nas oitavas de final. Para esta edição e a “maldição de vices” indo para o brejo – o caneco da Divisão Ouro da Copa Apertura conquistado no início do mês põe fim à maldição – o grupo de Moacyr Jr. foi pontual ao ter no plantel a dupla Vitinho Laruccia e Diego Orsi, além da chegada de Gian, todos do saudoso Mulekes, além de resolver um problema na meta que durava anos com a contratação de Cipó, ex-Ras Time. E como o Invictus sofreu com goleiros, hein... Base mantida, contratações cirúrgicas e astral no topo com caneco na sala, alguém dúvida que os amarelos brigarão pelo título?

Outra equipe que entra embalada pelas últimas campanhas é o VENDETTA. Dentro do universo Chuteira desde 2018, a equipe do ‘Príncipe’ Olavo tem um aproveitamento de 50% em finais, conquistando os títulos da Série Aço (13ª edição em 2019) e recentemente o Chuteira 100lPrata (2021), e ficou com o vice-campeonato na IV Copa Estrelato (2018) e na Série Bronze (19ª edição em 2019). Debutando na nova edição e subindo como um foguete, os vendettistas contarão com o reforço do cerebral Papinha, ex-Maestria, que dará ainda mais criatividade ofensiva. Para quem ainda não conhece o Vendetta, esta Série Ouro será uma boa oportunidade de observá-los.
 
Equipes fortes, encardidas, porém com aquele ponto de interrogação até mesmo para os especialistas de plantão. Assim podemos definir LELEKS, Olimpo, Magnatas E #Torce Contra nesta atual edição. A lelekada estreia na nova divisão com a fama de engrossar a vida dos oponentes considerados favoritos. Desde 2017 no Chuteira, quando entrou na 1ª edição da Copa Estrelato, a equipe de Chuqui e Gui Simões conseguiu entre outras façanhas bater o poderoso Baixada de Munique na Série Bronze de 2018. No último Chuteira 100lPrata, venceu o seu grupo, deixando para trás Olimpo e Cachorro Velho, mas na hora que o cinto apertou, caiu diante do IMZT. Vamos ver como essa garotada se comportará nesse novo ambiente, em que o sarrafo ficará no topo a cada rodada.
 
Também há espaço para rivalidades! Trata-se de OLIMPO e MAGNATAS, que, quando se enfrentam é sinônimo de grande jogo. Se cruzando desde o Chuteira 5, quando os olimpianos golearam por 5 x 0 nas quartas de final,  as esquadras decidiram o X Chuteira de Aço em 2017, com novo atropelo branco (6 x 2). A equipe de Marcelo Pimentel, Cachoeira e cia. encantava torcida e imprensa por conta do futebol vistoso, com um belo toque de bola e ataque letal, mas, com o passar do tempo foi decaindo, quando conquistar os três pontos, seja qual fosse a maneira, passou a ser mais importante do que dar show na quadra (vide a final da Divisão Prata da VIII Copa Apertura, de 2021, quando venceu o Basicus por 1 x 0, mas com aquele joguinho bem sonolento). O elenco está mantido, experiente – embora a média de idade da garotada seja baixa – e resta saber qual Olimpo veremos a partir do dia 30: aquele do futebol encantador ou o “resultadista” e sem correr riscos? O embate contra o Leleks na estreia será um bom termômetro.
 
Pelo lado magnata, Sabatim montou uma verdadeira seleção para conquistar o Chuteira 100lPrata no ano passado, mas a queda na semifinal para o bom time do Vendetta não estava nos planos. Resta a dúvida: será que nomes como Andreas, Markinelas, Rafinha e Gutierrez estarão presentes nesta temporada? Comparando com o roster do semestre anterior, Ferrugem e Noal foram desfilar seus talentos na Série Prata, defendendo Divino e Lokomotiv, respectivamente. O grupo é um verdadeiro ponto de interrogação e saberemos qual Magnatas irá brigar por algo neste semestre quando pisar em quadra justamente diante do seu último algoz.
 
Fechando o lado A dourado, teremos o retorno do #TORCE CONTRA após quase dois anos e meio, quando foi eliminado pelo Abre o Olho nas oitavas de final da Série Ouro (novembro de 2019). Ao contrário de Magnatas, Olimpo e Leleks, que vimos em ação no último semestre, há dúvidas de como o TC entrará em quadra. Será que teremos o maestro Xavier e o velocista Pedalástico como destaques? E o enérgico professor Dener seguirá gritando na beira do gramado? Se mantiver a mesma pegada pré-pandemia, a esquadra azul e branca poderá incomodar muita gente, deixando os calouros em seus devidos lugares. Sem contar os reforços de times que sucumbiram que o professor está negociando...
 
Com três remanescentes do último Chuteira 100lOuro, dois rookies e um time que esteve na principal divisão há três anos, o Grupo B promete ser acirrado com uma agremiação cotada na bolsa de apostas para levantar o caneco. Um título do Chuteira 5, uma Série Aço, bicampeão da Copa Red&Blue e vice-campeão do Chuteira 100lOuro, este é o currículo do WAKE ‘N’ BAKE até o momento. Com as ausências de Mulekes, NQS, Catado e Baixada de Munique, muitos acreditam que a equipe de Luigi, Leite e cia. é a próxima da fila para conquistar o torneio por conta do seu entrosamento e uma semifinal dourada  no registro. No semestre passado, os padeiros começaram em marcha lenta e flertaram com a eliminação, mas acordaram na hora certa ao mandarem para casa os então favoritos TeJanto e Abre o Olho. No entanto, caíram para o ‘Super’ Mulekes e ficaram no quase. Com plantel mantido e chave equilibrada, é bom encarar uma partida como se fosse mata-mata para não ser surpreendido ao término da primeira fase.
 
Se o WB é considerado um dos favoritos, o que dizer das demais esquadras? Com um roster cascudo, encarando cada partida como se fosse a última e tendo como melhor campanha as quartas de final das edições 25 e 27, o MACHUPICHU chega forte para deixar de lado a fama de “time que leva virada” com Hugo e Branco dividindo a meta, o capitão e criador do ‘Tebasbol’ Tebas, César Maia, Muk e Marrom como pilares de um elenco encardido para os adversários. Sua estreia será contra o COISA RARA, que participou de duas edições douradas, mas resolveu passar férias na Série Prata. Outro time com sua base sólida de Santiago, Rogerinho, Hirata e ganhou no semestre passado toda a qualidade e experiência do “herói improvável” Pedrinho, que foi um dos melhores jogadores do Chuteira 100lPrata. Com um pouco de bagagem na principal divisão e o vice-campeonato prateado em 2021, arrisco dizer que os raros poderão bater de frente com o WB pela ponta do grupo e se meter entre os favoritos. É cedo demais para fazer qualquer previsão, mas para quem quiser apostar no “improvável”, o CR é uma boa sugestão.
 
Correndo por fora está o TEJANTO, que deixou a galera de boca aberta nas rodadas iniciais, mas decepcionou no último Chuteira 100lOuro ao ser eliminado pelo Wake ‘n’ Bake nas quartas de final. Assim como o rival padeiro (adversário na estreia), o grupo joga junto há anos e conta com a criatividade de Zé Blóis na meiuca e o rabisco de Gui Faria para entortar a espinha dos defensores. Ponto negativo é a contusão e ausência de do MVG do Chuteira 100 Grandão na meta. Com os grandes figurões fora do tabuleiro, a equipe de Monts precisará deixar de lado a pecha de “leão de fase de grupos” e fazer um torneio consistente do início ao fim. Não é favorito, mas para garantir vaga no mata-mata podemos colocar nossas fichas.
 
Fechando a chave, dois calouros prometem roubar pontos da galera de cima. O jovem IMZT aproveitou a onda de Vendetta e Olimpo no quesito sucesso para ser mais um rosto “desconhecido” dentro da divisão principal. Liderado pelo arqueiro Sorín e o cerebral Chiaroni, a turma azul e branca busca repetir o desempenho do semestre passado, quando foi semifinalista do Chuteira 100lPrata contra o Coisa Rara, além de ter levantado o caneco da US Cup diante do Meganejo. Já o CACHORRO VELHO une experiência e juventude no mesmo plantel após frequentar por muitos anos as divisões inferiores. No comando desde 2018, o professor André Veras arrumou a casa e levou a equipe da Série Aço à Ouro com boas campanhas e quase decidiu o XVIX Chuteira de Bronze em 2019, conquistado pelo All Games. Com os veteranos Giggio, Joãozão e Vini Gênova, além da jovialidade de Vitinho Lessa, a matilha vem firme e forte para deixar se intrometer no meio da galera.
 
Nas primeiras impressões, Invictus, Vendetta e Wake ‘n’ Bake largam como principais candidatos a ocupar o trono vazio e tomar posse do cinturão dourado.  MachuPichu e Coisa Rara correm por fora, mas, como tudo é mero palpite, em duas ou três rodadas tudo pode mudar e os tais favoritos poderão decepcionar. É bom lembrar que são apenas 5 partidas classificatórias e 4 vagas nos playoffs por grupo. Quem tradicionalmente entrar desligado achando que recupera lá na frente pode se dar mal.

Comentários

Total (0)