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CONTRA-ATAQUE # 73 – Intensidade gerando velocidade

           

Pode ser apenas impressão, mas a aparente velocidade que se encontra a Série Ouro é inédita
Quatro partidas foram analisadas no último sábado para essa tese ser levantada por esta Contra-Ataque. Invictus 6 x 5 Magnatas foi a primeira. Reforçado por jogadores do Mulekes, a turma liderada por Moacyr Jr. é credenciada como candidata ao título da principal divisão da Liga Chuteira de Ouro F7. Dentro de quadra, uma constelação de jogadores se entrosando cada vez mais, trazendo o estilo cadenciado de posse de bola do campeão do Chuteira 100|Ouro (leia aqui). Mesmo assim, participou de uma das partidas mais doidas da divisão nos últimos tempos.
 
Saiu perdendo de dois, virou e abriu dois, deixou que igualasse essa vantagem, abriu outros dois, levou um desconto e teve de segurar um Magnatas valente, mas que ainda está longe do ideal. Onze tentos num jogo de Série Ouro é fora do habitual! Vários são os fatores a explicar o inimaginável, mas algo pouco debatido é a velocidade do ritmo de jogo na Ouro. Velocidade, advinda de uma das palavras da moda nas preleções: intensidade.
 
Para defender a tese devo explicar minha atual metodologia de captar o que de principal aconteceu num jogo do Chuteira. Sempre preferi escrever no papel a gravar minha voz. Atualmente, com a tecnologia avançada, digitar no celular já me faz montar a narrativa do espetáculo. No caso de Magnatas e Invictus, eram tantos ataques, que mal dava para arrumar o texto durante o embate por conta do sumiço da cadência. Sobretudo por parte dos comandados de Chumbão, que marcavam pressão e logo tomavam o controle da bola para... atacar, mesmo com vantagem de dois tentos no segundo tempo.
 
Algo similar ocorreu entre MachuPichu e Wake ‘n’ Bake, sobretudo nos dez minutos finais do encontro de pesos pesados da Ouro – com o 1 x 1 no placar. Normalmente, pelo equilíbrio de forças, a igualdade seria preservada em conservadoras tentativas de ataque e uma atenção a mais aos sistemas defensivos. Esta última parte ocorreu, já que ambos não alteraram o placar. Porém, parecia um jogo sem propósito, já que as esquadras impuseram uma velocidade sem precedentes. Diversos contragolpes foram registrados, mas quase sempre desarmados. Em outras épocas, isso era raro acontecer.
 
Nas vitórias de Vendetta e Torce Contra ante Olimpo e Leleks, respectivamente, a intensidade foi entendida pelos jogadores como velocidade também. Mais ainda no triunfo da equipe de Dener Germano, que apagou a lambança da 1ª rodada com o bom futebol de sempre – agora reforçado, por exemplo, com João Gualtieri, Interior e Kinhas. Este último, por duas vezes, escapou de forma lisa pela direita, levando a marcação da lelekada ao desespero. Isso, com o TC ganhando por 4 x 1 e não tirando o ‘pé do acelerador’. O Leleks, atrás no marcador, foi ao ataque sem lenço e sem documento, descontando o prejuízo e perdendo por um saldo menor. Com este cenário, deu para perceber o quão veloz estão os jogos da Série Ouro.
 
A força física sempre foi característica da divisão. Isso não se perdeu. Para jogar a principal série do Chuteira de Ouro, entrar fora de forma fisicamente e psicologicamente é fazer sua equipe jogar praticamente com um homem a menos. Nas quadras maiores, é derrota na certa. Contudo, a faixa etária dos dourados tem uma média de idade diferente, e talvez aí possa estar ligada a impressão de uma velocidade incrível nos confrontos.
 
Com Vendetta, Leleks, IMZT e o reformulado MachuPichu, rejuvenesceu a Série Ouro, e, agora, pensar e desenvolver rapidamente se faz necessário. Pelo menos para quem está apostando na intensidade como estilo de jogo. Até o Cachorro Velho, com alta média de idade, atua desse jeito. Intensidade que é entendida como velocidade. Isso até chegar a fase eliminatória. Daí será provada ou não a tese.
 
O primeiro a escorregar na casca da banana – O Grupo A da Série Aço destoa um pouco da outra chave, uma vez que Roleta Russa e Danonight são apontados como os principais favoritos a levar o título. Isso não quer dizer que Entre Amigos, Real Migué, Fúria e Sexta-Feira estão descartados, mas o futebol apresentado por roletistas e danonighters nas duas primeiras rodadas enchia os olhos de torcedores e simpatizantes. Isso, até esbarrarem em duas lendas.
 
No caminho do Roletão esteve Ronaldo. O mítico goleiro do La Coruja fechou sua meta para Kuminha e russos e quase os corujas conquistaram um resultado épico. Levou o 3 x 4 no último lance, frustrando muita gente que queria ver um gigante sucumbindo. Algo que aconteceu ao atual campeão do Chuteira 100|Chuteira 5. Diante do Se7e de Perdizes, zerado até então, conheceu Diego Gallego, um dos maiores goleiros da história da Liga Chuteira de Ouro F7. A igualdade em 1 x 1 surpreendeu à maioria dos novatos e os que ignoram seus adversários, mas não para quem acompanha a saga de Pereira e Pasquale, e o monstro Gallego. Mahana, capitão do Danonight, estava desolado: "Agora é vencer os confrontos diretos para levar o grupo e estar na Bronze". 
 
Novos popstars – A Série Ouro vem ganhando novos rostos neste semestre e dois ‘novatos’ começam a espalhar seus estilos de jogo a serviço de duas equipes estreantes na divisão. Papinha, ex-Maestria, sobressaiu-se pelo Vendetta na boa vitória sobre o Olimpo pelo Grupo A. Na mesma chave, o Magnatas fez jogo de maluco contra o Invictus e perdeu, mas lançou Eiji Fujinami, o popular Jiraya, que deu trabalho para Léo Chamma e cia. e mostra a cada partida sua evolução física e técnica advindas de DFX, Ventiladores e Camelo. Papinha e Jiraya são dois nomes que serão mencionados por muitos anos no Chuteira de Ouro.
 
Trancafiado – Quer equilíbrio? Vá a Copa Estrelato e veja que nenhuma equipe, após duas rodadas, alcançou 6 pontos. Semba, Independiente del Baile, Pegada Sinistra, Chapeleiros, Remo e La Barca realizaram apenas uma partida cada e venceram estes compromissos, podendo todos alcançar a pontuação mencionada. Porém, o perde e ganha começa a chamar a atenção nesse início de jornada para entrar no Chuteira 5.
 
O Cacildes de Ramos, por exemplo, perdeu na estreia, mas goleou o Fortalança; este ganhou na estreia do Canxa Mirra, que se reabilitou em cima do Redbull MK, que venceu seu jogo inaugural contra o... Cacildes de Ramos! Isso tudo no Grupo A, pois as outras chaves têm a mesma situação: quem ganhou na primeira rodada, perdeu na segunda, e vice-versa. Com tanto equilíbrio, só a partir da 5ª jornada saberemos quem é quem na luta pelo acesso direto ao Chuteira 5 (ganhando o grupo) e pela classificação à fase final.

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