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CONTRA-ATAQUE #79 – Igual, mas diferente

           

Rodada de decisões, com campeões de Ouro e Prata, mostra que jogar o Chuteira é diferente
Aconteceu uma rodada diferente no último sábado, com as finais das Séries Ouro e Prata rolando paralelamente às outras decisões de divisões que estão em estágios ainda anteriores – caso da Bronze, que indicou Soberanos e Los Borrachos Juniors à sua grande final. Na Aço, ficaram definidas as semifinais com Danonight x É o Centro Mané e Sexta-Feira x Entre Amigos, enquanto o Chuteira 5 também se encontra no mesmo estágio com os confrontos entre Zona Nossa vs Tirinhas Rocontec e GalataSarrei x Cozinha da Villa. A miscelânea provou que a Liga Chuteira de Ouro F7 é diferente, com mesclas de potências trazendo resultados tanto naturais quanto aberrações sadias (se é que isso existe).
 
Os palcos fizeram a diferença. As cinco principais divisões tiveram seus jogos decisivos nos Estádios Chuteira de Ouro 5 e 14. Para os times dourados e prateados, nada de novidade, pois a maioria das partidas na fase classificatória, respectivamente, é disputada neles e logo é percebida a rápida adaptação e aclimatação aos ambientes. Diferente foi para as outras divisões, sobretudo para o Chuteira 5. O duelo Tirinhas Rocontec 1 x 0 Imperas é um bom exemplo para o início da análise. O TR possui um elenco cuja média de idade é elevada – mais próxima da realidade da Série Ouro –, enquanto os imperadores são jovens e promissores jogadores em busca de crescimento. O tento solitário aconteceu no primeiro minuto para, depois disso, poder-se dizer que os rocontenctenses administraram o resultado, explorando a natural ansiedade da boa equipe comandada pelo professor Marcão, que deu trabalho aos defensores rivais, mas não conseguiu pelo menos a igualdade no tempo regulamentar.
 
Quem também se destacou foi o GalataSarrei. Eliminar o então favorito Madureira foi um feito gigante, e as bolsas de apostas ruíram após o gol de ouro de Mamede. Alguns fatores poderiam explicar o sucesso. Talvez o jogo tenha sido no Estádio Chuteira de Ouro 5, algo que só ocorreu uma única vez em toda competição até então, e com o Madureira: venceu o Tirinhas Rocontec no confronto direto pela primeira colocação do Grupo A (leia aqui). Talvez o fato de o Madu ter passado diretamente às quartas de final e ter ficado duas semanas (contando o feriado prolongado) sem jogar. Talvez porque poucos acreditaram nas palavras de Thiba, que sempre colocou a cara no fogo por sua equipe nesta edição do Chuteira 5. Não importam os pseudos-justificativos, pois o adversário do Cozinha da Villa será mesmo os galatasarristas. O atual campeão da Copa Estrelato travou duelo estratégico com o Real Baixada e se saiu melhor, no último confronto do sábado passado (o final do jogo, com o terceiro gol do CV, está no feed do @chuteiradeouro no IG). Ainda teve a suada, mas esperada, classificação do Zona Nossa para cima do Bicho Solto: outra prova que não é moleza jogar o Chuteira de Ouro.
 
Dos quatro semifinalistas, apenas o Tirinhas Rocontec tem um elenco experiente. Está mais próximo dos semifinalistas da Série Aço Sexta-Feira e Entre Amigos, que se encaram e, qualquer palpite acerca de um vencedor, será apenas um 'chute' – tamanha qualidade nos dois plantéis. Dá para cravar que ambos sofreriam nela, mas estariam facilmente, hoje, numa Série Ouro. Se o S-F vem de Ronny, o EA responde com Carlão. Se o primeiro lançar Girão, o segundo terá Godinez. Se tem Renan Rocha de um lado, do outro haverá Rafa Martins, enquanto um possui Marcelo Facchini e o outro, Bahia – autor de três gols na vitória do EA por 4 x 2 sobre o Fúria. Apenas alguns exemplos do equilíbrio entre essas equipes. Na outra semifinal, Danonight e É o Centro Mané. Dois elencos jovens e promissores, mas com uma semelhança que os diferencia: sabem ser decisivos. Na última quinta-feira, jogaram antecipadamente e os danonighters mostraram por que foram os campeões do Chuteira 100|Chuteira 5 ao não tomarem conhecimento do experiente Se7e de Perdizes, com Gallego sofrendo uma de suas piores derrotas individuais (leia). Já o ECM virou de forma improvável sobre o então favorito Real Migué (leia aqui), mas nem de longe o resultado pode ser considerado zebra já que Gordo e cia. sempre se mostraram competitivos desde que ingressaram na Liga Chuteira de Ouro F7.
 
Enquanto isso, na Série Bronze, o Soberanos vai abrindo uma certa freguesia. Repetiu o roteiro da final do Chuteira 100|Aço e de novo passou pelo Pervas – dessa vez na morte súbita. A soberanada tem uma geração vencedora. Não somente por ter levantado o histórico título no semestre passado, mas também pelo espírito aguerrido e comprometimento dentro de quadra. Essa aplicação coloca-o como favorito a levantar a taça bronzeada, mas é nessa frase que o Los Borrachos Juniors quer dormir até o dia da decisão. Ao entender que falar o mínimo possível com arbitragem e terceiros seria salutar, derrubou um dos candidatos ao título – Midfielders – para ter uma revanche. Na rodada 4 do Grupo A, o encontro foi indigesto aos los borrachudos: triunfo fundamental ao Soberanos (leia aqui), que dali partiu para vencer a chave. Quando a pesquisa na storie do IG sobre quem será o campeão for lançada, provavelmente a soberanada estará na liderança de forma folgada, mas o LBJ não deverá ser coadjuvante mais uma vez, já que o time também é freguês do Soberanos e buscará quebrar o tabu para fazer a festa (leia aqui o primeiro encontro, válido pelo Grupo A do Chuteira 100|Aço (confira).
 
Os parabéns desta coluna, já que foi mencionada a palavra 'festa', vão para Torce Contra e Juvena, os primeiros campeões após o retorno das competições oficiais. A Série Ouro ter ficado com o TC não foi novidade. Com Kinhas levando o MVP das finais e Interior sendo o artilheiro do certame, o proclamado campeão após vencer o Wake 'n' Bake por 2 x 0 fez campanha irretocável. Porém, ficou a sensação de que o WB poderia ter atacado mais durante a final, já que também fez campanha irreparável nesta edição dourada. O resultado poderia ter sido 2 x 0 à equipe de Tutão e Lipe e os elogios e críticas seriam invertidos e, mesmo assim, tudo seria natural. Essa é a Série Ouro, completamente distinta do Chuteira 5, mesmo que o Tirinhas Rocontec tenha um elenco com idade parecida. Dizem até que é outro esporte.
 
Porém, é necessário ressaltar que os times em ascensão, no futuro, serão o que Torce Contra, Wake 'n' Bake, Juvena e Catimba representam atualmente. A decisão da Série Prata veio na sequência da Ouro e a mudança de postura surpreendeu a quem assistiu às duas partidas em sequência. Se na final dourada o ritmo foi cadenciado, em alguns momentos lento, com o TC abrindo o placar antes dos 10 minutos para depois administrá-lo (mesmo com Cury perdendo a chance do empate, no final, embaixo do travessão praticamente), a decisão prateada foi uma montanha-russa do início ao fim. Em nenhum momento podia-se garantir o campeão mesmo que o time se colocasse à frente no marcador. O Juvena se controlou na reta final para fechar em incríveis 6 x 4 e herdar do 2 Tok's o título da divisão. Situações que acontecem apenas no Chuteira de Ouro.
 
Sobrenomes no holofote – Com as classificações de Los Borrachos Juniors à decisão da Série Bronze e de GalataSarrei para a semifinal do Chuteira 5, os sobrenomes Horemans Bastos ficou em evidência – com os irmãos Lucas e Thiba, respectivamente, reativando grandes lembranças fraternas ao longo dos 16 anos de Liga Chuteira de Ouro F7. Os manos Jerônimo, do Fiorella Brasil, por exemplo, ou Memé e Totó no SNG e posteriormente NGM – todo nos primórdios chuteirenses. Ou Jacobi e Rodriguinho, no Só Quem Sabe. Ou mesmo, pra ficar na mesma Bronze, a trinca de irmãos do Los Borrachos, os Ledoux. Dodô e Dodozinho, que jogaram em times separados. Enfim, há muitas citações que deixariam os corações dos saudosistas mais apertados, mas daí essa coluna ficaria até maior que a importância de todos os hermanos que já passaram pelo Chuteira de Ouro – neste momento representados por Lucas e Thiba.

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