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O CALOR DE CUNHA

       

Em noite gelada, Shakthar doslesk despacha o lanterna com tripleta do 17
Ainda não foi dessa vez que o Livingpool sentiu o gosto do triunfo no Grupo B. Diante de um Shakhtar doslesk à vontade, a turma que conta com Roma e Portuga fez bom trabalho defensivo e se segurou como pôde, mas não foi capaz de parar Cunha e sua tara por uma bola na rede. O shakhatar doslesk 17 rompeu a barreira do time de vinho para balançar o barbante três vezes e ajudar a construir um estranho 4 x 2 (vocês saberão o porquê na matéria) muito importante na luta do time pela classificação à fase final. Além do artilheiro da noite, Matheuzinho também foi destaque, saindo do jogo do Soberanos na Copa Calcio direto para o jogo antecipado da 4ª rodada.
 
A friaca lembrava o mês de junho e a dúvida era saber qual maluco sairia debaixo de suas cobertas para fazer o melão rolar. Os primeiros insanos a aparecer foram os shakhtars dosleskenses, com meu veterano de jornalismo Pedro Pacheco (será chamado pelo sobrenome na matéria, menos na ficha técnica), mas quem passou a numeração antes foi o professor Chaves. Salomão, enquanto isso, lançava sua psicologia, ao mesmo tempo que acompanhava o doslesk trocar bons passes na defesa nos segundos iniciais. Viu também a bola chegar a Raul, que já levantou a mão pedindo desculpa pela bicuda torta desferida! Na resposta, giro de Alex e paulada do meio da quadra. Salomão bateu-roupa e a zaga mandou pra lateral, batido para Orelha desviar de cabeça e o arqueiro agarrar. Na resposta da resposta, Matheuzinho recebeu e lascou pau, mas tirou tinta apenas! O match começava movimentado – a galera queria calor em vossos corpos!
 
A proposta inicial do professor Chaves era simples: marcação com uma linha defensiva de até quatro livingpoolnianos! Matheuzinho, Silas, Loureiro e Cunha viram a chegada alcançar Pacheco, que mandou de longe e Edu pegou no alto, mas também acompanharam a resposta com paulada de Alê e boa defesa de Salomão! Depois, troca de passes na intermediária de ataque e o soberano Matheus sentou o pé. Passou raspando o travessão! O professor Chaves até pediu um break em seguida e, na volta, Orelha ganhou no pé de ferro pela meia-cancha para a sobra ficar com Alê, que chamou seu defensor para dançar uma salsa e merengue e arriscou, mas moleza para Salomão. 
 
O tempo urgia e a diferença na postura das equipes era nítida: o Livingpool se fechava inteiro à espera de um vacilo shakhtariano, mas a qualidade na rodagem do melão era boa - pelo menos no sentido de permanecer com ele, consagrando a defensiva livingpoolniana na maioria das vezes. Até Cunha perder a paciência e chinelar, mas Edu estava ligado. O Shakhtar mantinha a maior posse de bola (já vencia por goleada nessa estatística), mas a zaga do Livingpool continuava esperta, inclusive no contra-ataque para Leoskills ficar de frente pro cinema e arriscar. Salomão reteve seu bilhete. Enquanto isso, Orelha era a muralha, e Leoskills buscava presença no comando de ataque. Quando não era o livingpool 20, era Alê: pedalada no fundo, pela direita, mas Ricardo o travou a escanteio espetacularmente!
 
Salomão pedia calma para as saídas partindo de trás. Com mais técnica, o Shakhtar queria abrir a porteira e tentou com Matheuzinho, Edu rebateu e depois Orelha bicou o problema para longe. Na sequência do lance, a blitz shakhtariana conquistou falta frontal, e o melão foi rolado de lado para Cunha encher o pé no meio no gol, no alto, e se Edu tá com cabeça na direção, ela seria decapitada! 1 x 0! A contagem aberta daria mais tranquilidade para o doslesk conseguir o objetivo máximo numa peleja complexa taticamente. O problema era não contar com um grupo experiente do outro lado, que passou a incomodar na reta final da primeira metade. Porém, com ressalvas.
 
Gu, Leoskills e Alê tentavam no ataque, mas o contra-ataque para Matheuzinho receber na entrada do rock n' roll e disparar a guitarrada foi tão ligeiro quanto o desvio de Edu a corner! Enquanto isso, Alê batia lateral para receber de volta e emendar um baita chute. O planeta Mercúrio foi atingido com sucesso! O primeiro tempo estava para terminar com Matheuzinho afastando a pressão a escanteio, batido por Alê para a outra lateral! Quando a fase não é das melhores, não é, capitão? Melhor chamar o Intervalo Ininteligível do Chuteira de Ouro então!
 
Léo Cunha, Frison, Mattos, Alê e Edu já começaram acompanhando Pacheco cacetar, Edu fazer baita defesa e Raul ser travado a lateral no rebote! Era o começo da etapa final esquentando a siberiana noite paulistana! Enquanto isso, Raul, Loureiro, André, Pacheco, Matheus e Sandro continuavam com a posse da esfera e trocaram passes até o ataque chegar a André, que mandou um sabugo, mas Edu pegou! 
 
"Pelo amor de Deus" foi ouvido saindo da arquibancada: era Léo Cunha cobrando um field goal em falta da intermediária (e o meu Dallas Cowboys precisando de um kicker...)! Neste momento, quem chegava para acompanhar o game via um cenário onde o Livingpool era melhor. Pelo menos na marcação. O Shakhtar não conseguia passar por Orelha, Frison e cia. O jogo, então, caiu de ritmo em função de táticas bem definidas, até Loureiro resolver acabar com o nó tático dos professores e bater forte, mas Edu defendeu. Logo depois o Livingpool descolou uma falta - cometida por Nando, e o professor Chaves pediu um break pra ensaiar a cobrança. Alê voltou antes dos companheiros para bater inclusive! Agora é a hora, deve ter pensado o capitão! Porém, como este redator anteviu, jogada ensaiada na rolada de lado para Ibrahimoritz mandar nas costas da zaga! 
 
O Shakhtar tinha dificuldade para ampliar, mas isso acabará daqui a pouco. Antes, o escanteio da esquerda passou pela zaga e a mesma não cortou, e Alex ficou de frente para Salomão! Agora vai! O empate tá nos seus pés, garotinho! Porém, tanta emoção rendeu-lhe a perda de um gol claro! Depois, outro corner pela esquerda em direção à segunda trave para Ibrahimoritz desviar e a zaga afastar em cima da linha! Na resposta, Cunha recebeu pela esquerda e cacetou. Edu deu rebote e Raul mandou para Marte o segundo tento!
 
O Shakhtar pediu um tempo. Queria "descansar" Alê, que não parava de correr contra a zaga shakthariana. A partir de agora, leitor(a), na Arena Chuteira de Ouro 4, o vinho virou água. Vem comigo! Na volta do break, o golpe de vista de Edu assustou a torcida do Livingpool! Porém, o alívio veio depois, com Matheuzinho recebendo na entrada área, pela direita, e mandando a suposta tranquilidade no ângulo oposto! 2 x 0! Suposta porque, na saída, chegada do Livingpool e lançamento para Orelha surgir no ataque, girar em cima do marcador, chutar sem força (mas de forma marota), e ver o melão entrar mansamente! 1 x 2! Era a hora do incendeio livingpoolniano! Só que o banho gelado na noite gélida doeu a alma dos rapazes de vinho! Na saída, bola no chão e Cunha percebeu a zaga comandada por Frison e Orelha esperançosa, mas desarrumada, e então arriscou da meia-quadra! 3 x 1! Com a nova regra do society, agora é permitido dar a saída direta com chute sem um toque antes! 
 
Mesmo assim, o que era cold ficou hot, e o jogo foi emocionante no final! O Livingpool não desistia e Alê recebeu no meio, puxou pra ele e bateu forte, rasteiro! 2 x 3! Porém, quando todos pensavam num possível empate, Cunha recebeu e mandou a primeira no pé da trave, mas ele próprio foi buscar o rebote para ser o 'fominha' da boa vitória do Shakhtar doslesk por 4 x 2! Depois, Matheuzinho recebeu e tentou, mas a tiro de meta. A última chance foi do Shakhtar, na falta de Leoskills em Matheuzinho, mas só deu para o soberano rolar de lado para o fim de papo e a confirmação da segunda vitória shakhtariana no Grupo B, indo aos mesmos 6 pontos de Pegada Sinistra e Choppecoense (com um jogo a mais) - e que tem os livingpoolnianos ainda segurando a lanterna.
 
Ficha técnica
 
Shakhtar doslesk 4 x 2 Livingpool – 4ª rodada do Grupo B da IX Copa Estrelato
 
Gols: Cunha (3) e Matheuzinho (Sd); Orelha e Alê (L)
 
Cartões amarelos: Matheuzinho (Sd); Alex e Leoskills (L)
 
MVPs: 1 – Cunha (Shakhtar doslesk); 2 – Matheuzinho (Shakhtar doslesk); 3 – Pedro (Shakhtar doslesk)

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