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Resenha mostra força, despacha Mercenários e está na semi

       

Mercenários entra em campo sem metade do time e sucumbe
Sobrava ainda uma vaga para as semifinais do Chuteira de Ouro. Lutando por ela, duas das equipes com o futebol mais consistente do torneio: Só Resenha e Mercenários. O momento dos times era bem distinto. Enquanto o Só Resenha vinha motivado, depois de uma boa reta final e de uma vitória virtuosa ante o Jeremias nas oitavas, o Mercenários teve uma semana turbulenta, com metade do elenco saindo da equipe. A crise interna refletiu no resultado: 3 x 0 que classificou a equipe de Jorge Melki para as semifinais.
 
O time rubro-negro foi à quadra sem alguns de seus principais jogadores, entre eles Iago, Paulinho, Dezinho e o artilheiro Noal. Divergências na forma de administrar a equipe criaram uma dissidência dentro da mesma, que criou uma nova agremiação que estreou na quinta divisão do torneio no sábado (Nois Que Soma). Dos “rebeldes”, só foram para o jogo Felipinho e Luiz Fernando.

Comemoração: depois de três anos, Resenha volta a estar numa fase semifinal

O Só Resenha, por sua vez, não estava dando a mínima para os problemas do rival, e Joelson já pôs Alan para trabalhar logo no primeiro lance, arriscando chute cruzado da direita. Pouco depois, Uccella acertou a trave mercenária. O rival respondeu com Fábio, que recebera de Marquinhos e batera para fora. O Resenha quase abriu o placar com Jorge Melki, após bela triangulação que terminara com o camisa 7 chutando por cima do travessão.
 
Pode-se dizer que a jogada do primeiro gol começou e terminou com Jéhmires. Ele armou veloz contra-ataque que só foi brecado com falta de Fábio. Uccela bateu, a bola desviou e saiu para o escanteio. O tiro de canto foi cobrado e Jéhmires se projetou no ar para mandar, de cabeça, a pelota para o fundo das redes.
 
O Mercenários esteve perto do empate no minuto seguinte. Luiz Fernando deu bom passe para Fábio, que bateu de primeira, para fora. Aos 13, o Só Resenha desferiu mais um golpe contra o oponente: Jéhmires lançou Jorge Melki, que deixou dois marcadores para trás e tocou na saída de Alan. 2 x 0. Uccella teve a chance, pouco depois, de fazer o terceiro. Jorge Melki fez boa jogada na lateral esquerda, cortou um defensor e serviu o camisa 17 resenheiro. Ele chutou para fora.
 
Mas Melki estava em grande dia, novamente. Ele, aos 18, fez fila novamente, foi à linha de fundo e cruzou para Joelson, que mandou por cima. Além disso, Fabinho, Vitinho e Jéhmires não deixavam espaços lá atrás para que o Mercenários reagisse. Aos 21, Fabinho roubou bola na defesa, passou para Jorge Melki, que inverteu para Uccella. Ele bateu forte, mas foi impedido por Luiz Fernando.
 
O rubro-negro lutava. Maciel lançou Diego Gomes, que tentou passe de calcanhar para Felipinho, mas Fabinho foi mais esperto. Em seguida, Fábio Gomes recebeu cruzamento dentro da área e bateu para o gol, mas Pirulão fez espetacular defesa e impediu que o Mercenários ganhasse ânimo extra para a etapa final.
 
Foi Alan quem começou a segunda etapa trabalhando: Uccella bateu falta e o goleiro tirou com o peito, talvez um pouco no susto. Depois o Mercenários revidou com Felipinho, que mandou uma bomba à longa distância. A bola explodiu em Fabinho e foi para fora. O jogo ficou parado por algum tempo. Em seguida, o xerifão quase arrumou problemas quando perdeu a redonda para Fê, mas conseguiu acertar o erro a tempo.
 
Para o Resenha, fazer o terceiro era necessário para matar a partida. A equipe, porém, não se afobava. Uccella teve boa chance depois de roubada de Jéhmires. Mas Luiz Fernando pôs Pirulão para trabalhar logo na sequência, batendo de fora – o goleiro caiu bem e mandou para escanteio.
 
Foi Uccella quem fez, aos 7, o gol que praticamente sacramentou o triunfo de sua equipe. E foi um golaço. O camisa 17 – que parecia estar sentindo um incomodo na região abdômen na primeira etapa, o que comprometeu seu desempenho na mesma – partiu do campo de defesa pelo lado direito, driblou meio time adversário e concluiu com um chute forte. Fabricio quase fez o quarto pouco depois, mas Kazu barrou.
 
Consolidada a vitória, o Só Resenha tirou o pé, enquanto o Mercenários seguiu tentando mudar os rumos da partida. Aos 9,  Fê escapou na lateral e entrou pela diagonal levando perigo, mas o arqueiro dividiu com o atacante e espanou. Felipinho tentou de voleio, próximo à linha de fundo, e quase marcou um belo gol. Em contrapartida, Kazu, que já parecia um pouco irritado no decorrer da partida, foi advertido com um amarelo após toque de mão acintoso e não voltou mais.
 
Aos 15, Fábio chutou com perigo de fora da área, mas a bola desviou em seu próprio companheiro e saiu pela linha de fundo. Depois Thiago passou para Felipinho, na direita, que bateu firme e viu Pirulão efetuar grande defesa. Uccella tentou do meio de campo pouco depois, mas a bola não entrou. Na sequência, Pirulão brilhou novamente: Felipinho bateu falta com efeito e o goleiro foi buscar.
 
Apesar das investidas do rival, o Resenha fazia um final de jogo tranquilo, aguardando pelo apito final e confiando na sua defesa. Quando contra atacava, desequilibrava o time adversário. Joelson, já aos 20, saiu galgando espaço desde a defesa, como um quarterback, e passou para Jorge Melki, que sofreu chegada desmedida de Luiz Fernando – o jogador foi colocado para fora pela arbitragem. Na cobrança, Renatinho acertou a barreira.
 
Em uma das últimas oportunidades do Resenha, Joelson deu bom passe para Uccella, mas este finalizou mal. Felipinho ainda tentou pelo lado mercenário, quando disparou pelo lado esquerdo e invadiu a área, mas Fabinho cortou. O apito final decretou o fim do jogo e a classificação da equipe do treinador Luis Francisco.
 
Neste sábado, o Só Resenha disputa a segunda semifinal do Chuteira de Ouro, contra o Bacana, que desbancou o Med Taubaté nas quartas. A equipe do artilheiro Romulo tem sete vitórias, dois empates e duas derrotas no campeonato – campanha idêntica à dos resenheiros. Enquanto a equipe alviverde leva vantagem no setor defensivo (29 gols sofridos em 11 jogos, contra 33 do Bacana), a áurea tem um ataque ligeiramente mais eficiente: 45 gols contra 43 da equipe de Jorge Melki. Vai pegar fogo: quem vencer jogará a grande final, contra Mulekes ou CAV, os finalistas da última edição campeonato.
 
Ficha Técnica
 
Só Resenha 3 x 0 Mercenários – Quartas de final da XVII Chuteira de Ouro
 
Gols: Jéhmires, Jorge Melki e Uccella (SR)
 
Cartões amarelo: Kazu e Renato (M)
 
MVPs: 1 – Jorge Melki (SR); 2 – Jéhmires (SR); 3 – Felipinho (M)

Comentários

Total (1)
  1. Luis Francisco de Oliveira Santos Só Resenha 04-06-2014 14:03:39

    O comentário relata o que foi o jogo, e como foi tratado pelo Henrique Julião, o gol do Uccella, como golaço, - "Foi Uccella quem fez, aos 7, o gol que praticamente sacramentou o triunfo de sua equipe. E foi um golaço. O camisa 17 – que parecia estar sentindo um incomodo na região abdômen na primeira etapa, o que comprometeu seu desempenho na mesma – partiu do campo de defesa pelo lado direito, driblou meio time adversário e concluiu com um chute forte".sic Questiono mais uma vez os critérios para escolha dos melhores da partida. Houve engano na ordem dos gols, o Jorge Melki fez o primeiro, e o Jeh fez o segundo, e, o terceiro do Uccella. Parabéns Só Resenha pelo empenho e dedicação. Luís Francisco