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MARCAÇÃO IMPLACÁVEL

       

Originais aposta em seu sistema defensivo para ser sucesso diante do Kiwi
O duelo era de duas equipes 100% no Grupo B, mas com as pontarias em baixa. Somados, os ataques de Kiwi e Originais produziram dez gols até se encontrarem – número irrisório perto de times como Danonight, Maestria e Real Migué (todos da outra chave e que já passaram, cada um, dos dois dígitos). Porém, tratando-se de sistemas defensivos, não tem para ninguém. A prova veio no difícil 2 x 1 dos originais, com os comandados do professor Simon sabendo exatamente como se defender diante de uma valente kiwizada. Rerom e Gustavo fizeram os tentos que colocaram o Originais na liderança, enquanto Manuel e Zizao lideraram a proteção a Aranha e Brito – numa partida sem muitos lances com chutes a gol.
 
Rapha Louco mandou avisar: “Vem gol meu com a #chupadodô comemorativo”. Ok, Rapha Manso, vamos ver no decorrer do texto, porque você, ao lado de Gui, Dodo (eu, não, o Rodrigo Miranda), Reinaldo, Zizao e Dudu exerceram uma marcação pesada no começo que perduraria, com os suplentes, até o fim. O mesmo faria Alemão, Dú, Spara, Lum, Fumagalli e companhia.
 
Foram parcos os ataques, no match inteiro, e das duas equipes, mas a kiwizada iniciou os trabalhos quando Lum descolou escanteio pela esquerda e arremessou para tabelar com Fumagalli, mas chutar sem perigo da linha de fundo.  Para este começo, e durante boa parte da primeira etapa, a chuva contribuiria às apresentações de destruição de jogadas em massa.
 
O Originais queria manter os 100% e começou a frequentar o ataque. Tabelinha esperta entre Gui e Reinaldo, com o segundo sentando a botina para Adas mandar o problema para o lado! A criatividade dos ataques desapareceu por alguns minutos até a troca de passes originais chegar para Dodo pedalar pra cima de Fumagalli, pela esquerda, e mandar a bomba. Linha de fundo e a chuva diminuía, mas deixando o gramado pesado e propício para bicar a redonda para o lado que a chuteira apontasse, a fim de evitar o primeiro tento!
 
Bola de feno na Arena Chuteira de Ouro 6. Jogo tático nos trinques, ok, mas com as defesas sólidas e com os goleiros pouco testados. Alemão tentou um chute, só que acabou saindo fraco para fora. O kiwi 6, ao lado de Dú, Lum e Fumagalli, seguiam firmes na defesa contra o trio Reinaldo, Gui e Dodo, que buscavam a abertura do placar, mas sentiam dificuldades. Enquanto isso, a bola de feno continuava a passear.
 
Quando um chute voltou a ser registrado, veio em cobrança de falta. Alemão chutou da intermediária visando o ângulo, e acabou assustando Aranha! Porém, a mesma bola parada seria ofertada ao Originais dois minutos depois. Falta da entrada do rock n’ roll para Gustavo soltar o míssil, e Rerom deu uma letra sem-vergonha e safada na trajetória para fazer 1 x 0! Vão dizer que foi sem querer, meu chapa, mas não ligue para as críticas! Depois disso, dois minutos se passaram até Balda tentar o lançamento e ver a bola subir para, depois, descer: travessão, chão, e nada de empate!
 
O professor Simon Eric pediu um tempo. Colocar a casa em ordem, esfriar o ímpeto jovem do Kiwi... era a experiência necessária ao momento, já que, do retorno até o intervalo, absolutamente nenhuma jogada de ataque foi registrada. Bolas mascadas, erros de passes, equívocos nos domínios: como o de Torkar, após troca de passes da kiwiazada. O jeito à arbitragem foi chamar o Intervalo Ininteligível do Chuteira de Ouro mostrando a carreira de Rapha Manso, o atacante de apenas um gol em 27 anos como jogador amador!
 
Brito já estava na meta original à etapa final. Substituiria Aranha e faria bom papel. Durante os 4 minutos iniciais, era marcação pura de Dodo, Manuel, Gustavo, Dudu, Toyoda e Rerom para cima do Kiwi. Tanto que o 2 x 0 veio em contra-ataque para Gustavo ir à linha de fundo e mandar o sapato, com Vitor Luiz ainda desviando, mas não evitando o tento! Porém, dessa vez a resposta kiwiana foi ligeira, com a trama comentada por Alemão. “Após a saída, lateral para o Balda bater até o Lum, que tocou pra mim na esquerda, levei e toquei atrás para o Lum bater uma porrada, de primeira, no cantinho”, falou o kiwi 6! 1 x 2!
 
Os dois tentos, contudo, não fariam a partida ficar franca. Pelo contrário. À medida que o Kiwi buscava armar o empate, logo Zizao, Manuel e companhia tratavam de desarmar as armadilhas. Na bola parada a kiwizada tornou a incomodar. Em cobrança de falta da entrada do rock n’ roll, Dú encheu o pé, mas Brito evitou para o lado o empate! Porém, não se empolgue, leitor(a), pois até esse chute, e o seguinte - quando Dú foi pela esquerda cruzar da linha de fundo, mas Brito se antecipou a qualquer conclusão -, foram as meias-canchas quem travavam o duelo. O professor Simon Eric pediu tempo em seguida. A volta seria com falta para o Kiwi, desperdiçada pelo mau ensaio durante a semana!
 
O grande momento de Rapha Manso estava chegando. O Louco teria tudo para me desgraçar! Antes, duas pontuações. Continuava um jogo de muita marcação do Originais e pouca criatividade do Kiwi, e restavam 10 minutos para o encerramento da peleja. Tempo para a trama kiwiana finalmente funcionar para Alemão soltar o canudo da esquerda, mas sem perigo para Brito. Trinta segundos depois, Rapha Doido Manso travou uma batalha épica contra dois marcadores, contra ele próprio, contra o Dodô que vos escreve, e com o mundo, para ficar com o melão de frente para o rock n’ roll e ver finalmente a consagração chegar! Não foi dessa vez, Rapha, com seu chute sem direção!
 
O tempo estava apertado para o Kiwi e o time voltou a assustar na luta de Torkar com Zizao, com a sobra ficando para Dú experimentar, mas a tiro de meta – com Ceará perdendo ótimo contra-ataque no minuto seguinte! Depois disso, mais dois minutos até o lance de maior empolgação do match. Troca de passes até a área original para Coyote girar e tentar o chute à queima-roupa. Rapha, o Manso Doido, salvou a primeira, e o melão voltou então para Dú, que driblou um original, tabelou com Spara, e mandou a pancada para defesa sensacional de Brito para o lado! A bola voltou para Dú, que chutou mascado, mas conseguiu passar para Spara empatar. Zizao, em cima da linha, não deixou! (Espero ter descrito conforme aconteceu, Rapha)!
 
Próximo do seu objetivo de não levar gol, o Originais ainda desfrutava no ataque. Rapha teve outra chance para ser o bom e velho Rapha Doido, mas de novo pesou a perna na hora de concluir e voltou a ser Manso! Logo depois Reinaldo chegou a passar por cima da marcação literalmente até o melão chegar na esquerda para Ceará sapatar, mas Adas defendeu para frente com o pé! Logo depois o Kiwi pediu tempo, uma vez que o time estava fisicamente esgotado, porém havia um empate para tentar ainda.
 
Após o break, contudo, quem deu as cartas foram Manuel, Zizao, Dudu e Flavio Luiz na marcação precisa e afinada do Originais! Nada passava pelo sistema defensivo! Nem mesmo a bola espirrada para Lameiro surgir livre na área e desviar: lá estava Brito para salvar à lateral! O jogo estava liquidado para o Originais, virtualmente classificado ao mata-mata e 100% no Grupo B. Na próxima rodada terá confronto complicado contra o bom Saidera, mesmo com este na lanterna. Para o Kiwi, é produzir mais diante do Senta os Alunos.
 
Ficha técnica
 
Originais 2 x 1 Kiwi SP – 3ª rodada do Grupo B do Chuteira 100 | Chuteira 5
 
Gols: Rerom e Gustavo (O); Lum (KSP)
 
Cartões amarelos: Rapha (O); Alec Kenzo – auxiliar técnico e Balda (KSP)
 
MVPs: 1 – Zizao (Originais); 2 – Manuel (Originais); 3 – Gustavo (Originais)

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